O dia de eleições na Nigéria ficou marcado pela violência do grupo extremista Boko Haram e por falhas no novo sistema de voto eletrónico. Estes problemas levaram ao adiamento das votações para domingo em vários lugares. A informação é avançada pela Agência France Press (AFP).

Os eleitores nigerianos começaram a votação este sábado (28 de março) para escolher o próximo chefe de Estado e os representantes ao Parlamento. A corrida presidencial é disputada entre dois candidatos: o presidente Goodluck Jonathan (cristão) e o general Buhari (muçulmano). A eleição estava agendada para fevereiro, mas foi adiada devido à violência provocada pelo grupo islamita radical Boko Haram, responsável por inúmeros ataques e pela instabilidade que se vive no nordeste do país.

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O grupo radical de Boko Haram tinha avisado que a votação não iria ser calma. Depois de terem causado o seu adiamento por seis semanas, o grupo é suspeito de ter espalhado violência. Depois de um deputado do estado de Borno ter declarado que 23 pessoas foram decapitadas na véspera, o grupo causou, alegadamente, vários ataques sangrentos no dia das eleições.

Um dos funcionários da Comissão Eleitoral Independente (Inec) afirmou que os radicais gritaram "Não dissemos para permanecerem longe das eleições?". Cumprindo a promessa de interromper a eleição, o grupo de Boko Haram atacou dois postos de voto, provocando a morte a três polícias e quatro eleitores no nordeste do estado, contaram alguns moradores.

Apesar da adesão às urnas ter sido positiva, o dia ficou marcado por falhas tecnológicas.

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A Inec tinha optado por um novo sistema para evitar fraudes, mas as dificuldades técnicas foram tantas que em muitos lugares, a votação foi adiada para este domingo.

A nova tecnologia devia ajudar no processo de voto, mas este novo sistema resultou em problemas nos dispositivos portáteis que são utilizados para verificar a identidade do eleitor. Por esta razão, houve várias pessoas a não conseguir votar, não havendo outra hipótese além de adiar a votação.

Desde 2009 que o grupo de Boko Haram é acusado de mais de 13 mil mortes e 1,5 milhão de desabrigados. #Política Internacional