O treinador português Vítor Pereira, bi-campeão nacional pelo FC Porto, defende-se das críticas sofridas nos últimos dias. Em causa, uma nova invasão de campo, durante um encontro entre o Olympiakos de Vítor Pereira e o AEK de Atenas, referente à Taça grega. Foi já no minuto 89 que o ex-benfiquista Franco Jara resolveu a eliminatória. O argentino fez o 1-0 no jogo da segunda-mão (depois do 1-1 na primeira volta), o que despoletou exuberantes festejos. Demasiado exuberantes para o gosto dos adeptos do AEK que se encontravam... demasiado perto.

Os jogadores do Olympiakos festejaram o golo da vitória junto à linha de fundo, em frente à bancada onde se concentravam os adeptos rivais e Vítor Pereira terá sido mesmo dos mais entusiastas.

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Segundo a imprensa grega, o treinador português terá feito mesmo alguns gestos para a bancada, provocando a ira dos fãs que invadiram o campo. O encontro foi interrompido de imediato.

E, no prazo de poucas semanas, um segundo jogo é interrompido na Grécia, por invasão de campo. Em comum, um treinador. Esse mesmo, Vítor Pereira. Depois dos incidentes despoletados no Panathinaikos-Olympiakos, quando vários adeptos invadiram o campo, após o técnico português se ter aproximado de uma baliza ainda antes do encontro começar, Vítor Pereira surge, agora, em nova polémica.

No entanto, o português refuta as acusações e não aceita que o culpabilizem pela violência dos adeptos gregos. Em declarações à RTP, Vítor Pereira foi peremptório: "O que estes adeptos querem, é passar a lei deles. Que é uma lei de intimidação, que tudo vale para ganhar.

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Desde quando é que celebrar um golo é uma ofensa para alguém? Mas está tudo louco?".

Mas o treinador não se defende apenas contra as acusações dos gregos. E assume mesmo não ter gostado da atenção mediática que a comunicação social portuguesa lhe tem dispensado. "O problema não é os adeptos invadirem o campo para agredirem os jogadores. O problema é o treinador Vítor Pereira, por festejar um golo. Ele é que acaba com os jogos, porque provoca os adeptos", considerou o treinador português do Olympiakos, em declarações ao Jornal da Tarde, da RTP. #Futebol