No dia treze da operação "tempestade decisiva" o alvo dos Sauditas na capital Sanaa foi a base das milícias xiitas huthis. Em duas semanas os bombardeamentos contínuos à capital do Iémen destruíram a cidade e provocaram dezenas de vítimas civis, sendo a maioria mulheres e crianças. Na costa sul, em Aden, os combates são, agora, mais encarniçados e a situação é considerada catastrófica. Na segunda maior cidade, e principal porto do país, cercada pelos huthis, resistem as forças governamentais e oitocentos mil habitantes permanecem encurralados sem qualquer tipo de ajuda médica ou alimentar.

Em Genebra, a ONU e a Cruz Vermelha lançaram um alerta conjunto para a necessidade das forças em conflito deixarem passar o auxilio internacional.

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O atual conflito provocou ainda mais de cem mil refugiados e agravou-se com a ofensiva lançada no dia 26 de Março pela coligação árabe liderada pela vizinha Arábia Saudita, em socorro do Presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, com o objetivos de travar o avanço dos huthis xiitas, apoiados pelo Irão.

De acordo com informações de Marie-Claire Feghali, porta-voz da Cruz Vermelha em Sanaa, a situação no país é extremamente crítica e a ajuda humanitária é muito deficitária, sendo que a maioria da mesma não consegue chegar ao seu destino devido aos violentos conflitos que se verificam todos os dias. Ainda segundo a mesma fonte, cerca de 90% dos produtos alimentares não conseguem chegar ao seu destino, o que torna a situação cada vez mais degradante.

Situado no sul da península arábica, o Iémen reunificado nos anos noventa do século passado, é seis vezes maior do que Portugal.

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Neste território estratégico o governo já não controla a capital Sanaa, estando cercada em Adene confinado à fronteira com o Sultanato de Omã. Os huthis e, também, a Al-Qaeda controlam a maioria deste Estado falhado onde vivem vinte e cinco milhões de pessoas.

Com a atual guerra, que cortou ligações marítimas e aérea, danificaram-se infra estruturas, provocou-se a fuga dos estrangeiros e a paragem da produção do petróleo. Desta forma, o Iémen agravou ainda mais os indicadores que fazem dele um dos países mais pobres do mundo. #Terrorismo