No dia 02 de Abril de 2015, no leste do Afeganistão, durante uma manifestação em Khost, ocorreu um ataque suicida que causou cerca de vinte mortos e cinquenta feridos. O ataque aconteceu por volta das 10:00 horas da manhã locais (6:30 horas da manhã em Portugal), onde se encontravam inúmeros manifestantes direccionados à casa do governador de Khost (Abdul Jabar Naeemi), sendo este acusado de corrupção. O ataque foi feito por um homem bomba que se explodiu esta quinta-feira. O terrorismo no Afeganistão tem-se intensificado pelo lado negativo, pois 2014 foi o pior ano, onde houve um massacre fatal com mais de quinze mil vítimas mortais.

Segundo a polícia local, até agora ninguém se responsabilizou pelo ocorrido, e asseguram-se ainda que nada do ocorrido esteve relacionado com os talibãs, já que estes, por perceberem que podiam ser responsabilizados, desculparam-se de qualquer envolvência no ocorrido, disse o porta-voz dos talibãs (Zabihullah Mujahid), na rede social Twitter.

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Um dos organizadores da manifestação, Humayun Humayn, ficou gravemente ferido, ficando sem as suas duas pernas, referiram as autoridades locais quando averiguavam a situação e o perigo da mesma.

Na província de Khost, um dos refúgios dos Haqani que são aliados dos talibãs, não têm por hábito atacar cidadãos, pois os alvos mais frequentes são as entidades de maior segurança do Afeganistão. Apesar disso, no dia 23 de Novembro de 2014 (Domingo), mais de cinquenta pessoas morreram durante um torneio de voleibol, em Yahyakhail, ataque feito igualmente por um homem bomba. Este ataque poderá ter vindo das forças talibãs, uma vez que este aconteceu muito poucas horas depois do parlamento do Afeganistão ter aceitado por maioria a manutenção as forças da NATO no país.

Esta manutenção é intitulada por "Apoio decidido", que conta com mais de quatro mil soldados em solo afegão com o objectivo de formar e assistir as forças afegãs.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na semana passada que vai manter a missão antiterrorista no Afeganistão com cerca de 10000 mil soldados até ao final do ano 2015, não reduzindo os efectivos para metade, como tinha previsto. #Terrorismo