Os distúrbios que começaram há duas semanas na cidade de Durban, cidade costeira de KwaZulu-Natal, já se estenderam para a cidade do Cabo, Joanesburgo e Pietermaritzburg. Uma centena de zulus em fúria atacaram e incendiaram lojas e casas de imigrantes lançando o caos e o pânico. De momento há, pelo menos, seis mortes confirmadas em Durban e cinco em Joanesburgo. A maioria da população mostra-se indignada com os acontecimentos recentes e reforça que a África do Sul necessita de ser um país estável para poder progredir e desenvolver-se a nível económico.

A tensão começou quando Goodwill Zweletini, o líder zulu, se dirigiu aos imigrantes dizendo-lhes para pegarem nas malas e regressarem a casa.

Publicidade
Publicidade

Muitos deles optaram por refugiar-se em dois centros de acolhimento improvisados pelos autoridades sul africanas. Muitos dos imigrantes, respondendo a Goodwill Zweletini confessam que não têm vontade de voltar para os seus países visto que, na maioria dos mesmos, impera a guerra e a perseguição. Muitos destes imigrantes confessam que têm o desejo de continuar na Africa do Sul, contudo veem-se obrigados a partir sob pena de serem "espancados".

Muitos trabalhadores moçambicanos veem-se também obrigados a refugiarem-se nos centros de acolhimento. As autoridades moçambicanas dizem estar a prestar o apoio possível e aconselham os seus cidadãos a regressarem ao seu país, pelo menos até que a situação estabilizar, tentando evitar mais perdas humanas. O governo moçambicano deixa claro que esta não é uma imposição mas sim uma preocupação com os moçambicanos residentes na África do Sul.

Publicidade

Atualmente em Durban estima-se que habitem mais de dez milhões de Zulus. A África do Sul acolhia milhões de estrangeiros que trabalhavam no país ou que eram exilados, tendo estes últimos fugido da guerra e da fome e sendo provenientes de países como a Somália e da Etiópia. A agravar esta situação está o crescimento do desemprego, que já se situa por volta dos 25%, sendo a grande maioria atinge jovens até aos trinta anos.