Pelo menos 14 portugueses encontravam-se no Nepal aquando do sismo ocorrido no passado sábado, 25 de Abril, mas encontram-se bem. O Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, afirmou que alguns já terão saído do país. Portugal não tem embaixada em Katmandu, capital do Nepal, mas o regresso dos turistas está assegurado pelas agências de viagens. Alguns dos turistas encontravam-se numa expedição nos Himalaias. Vários alpinistas morreram soterrados devido as avalanches que ocorreram após o sismo que teve uma amplitude de 7.8 na escala de Ritcher.

O sismo teve o seu epicentro a cerca de 80 quilómetros de Katmandu.

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O abalo foi sentido noutros países, como Índia, Bangladesh e China, e provocou avalanches nos Himalaias. As réplicas do sismo continuam a ser sentidas, pelo que se teme que o número de vítimas, continue a aumentar. As últimas actualizações dão conta de 3726 mortes já confirmadas.

Várias organizações já chegaram ao local ou estão a caminho. O Nepal, um dos países mais pobres da região, não tem meios para responder à catástrofe. Dois dias depois é que as equipas estão a chegar ás regiões mais recônditas do país. Na capital não existe água nem comida e camiões cisternas estão a distribuir água potável pelas pessoas que se organizam em filas que atingem dezenas de metros.

A Índia é o país que mais fronteira partilha com o Nepal, mais do que a região chinesa do Tibete. Até agora, as operações de resgate concentraram-se principalmente nas zonas urbanas e no Vale de Katmandu.

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As casas tradicionais do Nepal são feitas de madeira e com o forte abalo mais de 80% das construções caíram. Muitas famílias estão a dormir ao relento ou em tendas. Autênticas cidades de lona estão a formar-se, só que a chuva que caiu durante o fim-de-semana fez com que muita água entrasse nas tendas.

Depois da destruição, as doenças são outro problema. Os hospitais de Katmandu estão perto do colapso e já se registam faltas de alguns medicamentos e material médico para acudir às centenas de feridos da capital e outras centenas que estão a voltar das zonas rurais. A UNICEF afirma que um milhão de crianças foram afectadas pela catástrofe. #Catástrofes Naturais