Foi encontrado um embrião inteiro, com cabelo e dentes, no interior do cérebro de uma estudante de ciências da computação. A estudante, Yamini Karanam, de Hyderbrand, Índia, queixava-se, por vezes, de problemas de saúde, incluindo problemas de concentração e até dificuldades em andar. Até que a estudante, de 26 anos, acabou por consultar diversos neurocirurgiões e neurólogos, tendo-lhe sido finalmente diagnosticado um tumor na glândula pineal do seu cérebro.

Karanam descreveu a sua doença, num blogue que mantém na Internet, como um conjunto de "problemas em compreender a leitura com compreensão de escuta. Se estivesse um grupo de pessoas a falar, eu não entenderia o que se estava a passar". Mas o mais frustrante era o facto dos médicos não encontrarem uma resposta para o problema. "O neurólogo dizia que o neurocirurgião não era prático, e o neurocirurgião dizia que o neurólogo não era optimista, alguém consegue compreender isto?", desabafou a jovem no seu blogue.

Os meses foram passando diante dos seus olhos, e não havia mais testes a fazer, nem tratamentos a executar. Seguiam-se as consultas, mas "ninguém dizia nada de útil", disse Karanam. Finalmente foi marcada uma cirurgia com o Dr. Hrayr Shahinian, em Los Angeles, no Skull Base Institute. O financiamento da cirurgia foi conseguido com a ajuda dos seus amigos, que juntaram 32,000 dólares.

Foi durante esta cirugia que o Dr. Shahinian descobriu, através do uso de tecnologia avançada de fibra óptica, que havia um 'teratoma' - um tumor muito raro de um gémeo 'nunca-nascido' - no cérebro da estudante. O Dr. Shahinian disse que na sua experiência de cirurgião extraiu "mais de 8.000 tumores do cérebro humano, e é apenas a segunda vez que extraiu um 'teratoma'". A primeira vez foi num paciente inglês, Gavin Hyatt, em 2009, em que este tinha um teratoma no seu estômago. A equipa médica relatou que o teratoma de Karanam tinha 4 centímetros e era um gémeo parasita que tinha morrido no útero da sua mãe, durante a gravidez de Karanam. Era uma irmã gémea demoníaca que me torturou durante 26 anos", afirmou Karanam, visivelmente aliviada, à NBC. #Casos Médicos