O sismo que no passado sábado, 25 de Abril, abalou o Nepal e a vizinha Índia, Bangladesh e China, de magnitude 7.8 na escala de Richter, causou já, de acordo com os dados oficiais revelados esta quinta-feira, mais de 5400 mortos. Porém, consoante o que se conseguiu apurar, dos 21 portugueses que se encontravam no país quando se deu o sismo, sete deles já abandonaram o país. Aos que lá ficaram, aos sobreviventes, nomeadamente nepaleses, surgem agora outras dificuldades.

Depois de uma catástrofe desta magnitude surgem sempre outros contratempos. Agora, o Nepal enfrenta dificuldades em conseguir alimentos e água potável, uma vez que a ajuda que lá chegou ainda não está a ser suficiente.

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Movidos pela necessidade de ajudar, dois portugueses que estavam no país por altura do sismo, Pedro Queirós e Lourenço Santos, decidiram intervir.

Apesar de ainda não terem conseguido sair do país, situação esta que deve ficar resolvida amanhã, dia 1 de Maio, estes dois jovens encontram-se bem e estão a aguardar e pernoitar no consulado espanhol. Porém, ontem, decidiram comprar alimentos e distribuí-los pela população. No total gastaram 445 euros em arroz, bananas, maçãs, bolachas e água, dinheiro este que tem chegado, uma parte, da transferência de amigos e familiares dos portugueses que querem também ajudar.

Cinco dias após o violento sismo que ocorreu no Nepal, destruindo com grande impacto a capital do país, Katmandu, continuam a surgir, do meio dos escombros, algumas histórias felizes.

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Passadas mais de 80 horas desde que se deu a tragédia, foram recuperadas três pessoas ainda com vida. No dia de ontem, 29 de Abril, foi encontrado um jovem nepalês de apenas 28 anos, tal como já havia acontecido no dia seguinte ao sismo, em que as equipas de resgate recuperaram um bebé de quatro meses. Estes dois sobreviventes encontram-se estáveis e foram internados apenas por precaução. Já hoje, e quando as probabilidades de se encontrar sobreviventes vão sendo mais remotas, descobriu-se um jovem de 15 anos que estava preso entre os escombros de uma pensão. #Catástrofes Naturais