O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, disse na quarta-feira, dia 8 de abril, que os Houthis e a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) estavam a aproveitar-se da crise no Iémen. Esta afirmação surge depois de vários relatos indicarem que combatentes da Al-Qaeda terão atacado um posto na fronteira perto da Arábia Saudita, matando dois soldados. Citado pela agência de notícias Reuters, Ashton Carter declarou, referindo-se à actividade do AQPA no Iémen: "Estamos a vê-los a tirar proveito do país enquanto tentam ganhar território nas linhas de batalha."

Entretanto, os Estados Unidos confirmaram estar a fornecer informação à coligação liderada pelos sauditas que está a bombardear postos dos rebeldes Houthis por todo o Iémen.

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Além disso, os EUA comprometeram-se a agilizar o envio de armas à Arábia Saudita. Durante uma visita à capital saudita Riade, na terça-feira, dia 7 de abril, o vice-secretário de Estado norte-americano, Tony Blinken, afirmou que a contundente campanha militar da Arábia Saudita era uma "mensagem forte para os Houthis e os seus aliados de que não podem invadir o Iémen através do uso da força".

Os EUA reiteraram o seu apoio à coligação liderada pela Arábia Saudita depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed al-Nahyan, ter dito que a coligação não poderia descartar qualquer opção, incluindo a de enviar tropas para o terreno para combater os rebeldes Houthis. Os Houthis ganharam controlo sobre grande parte da cidade de Áden, um dos últimos redutos dos apoiantes do Presidente do Iémen, Abd-Rabbu Mansour Hadi, ao mesmo tempo que ataques aéreos liderados pelos sauditas têm bombardeado a cidade costeira. O Comité Internacional da Cruz Vermelha (ICRC) alertou para a situação "catastrófica" em Áden. De acordo com a UNICEF, mais de 100,000 pessoas fugiram das suas casas depois de os ataques aéreos terem começado.

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Ao mesmo tempo, o presidente do Irão, Hassan Rouhani, apelou a uma solução política para a crise, afirmando que "a guerra e o derramamento de sangue devem parar imediatamente nesta zona e deve ser estabelecido um cessar-fogo. "Esta declaração ocorreu durante uma conferência de imprensa conjunta com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que está de visita ao país.

O Irão enviou recentemente dois navios para o Golfo de Áden, no Mar Vermelho. Porém, o canal de televisão estatal iraniano Press TV, citando o contra-almirante Habibollah Sayyari, avançou que os navios faziam parte de uma campanha de combate à pirataria para "salvaguardar as rotas navais para os navios da região," em vez de estarem directamente ligados ao conflito no Iémen.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano Mohammad Javad Zarif disse também que o Paquistão e o Irão devem colaborar para resolver a crise no Iémen. Zarif defende um plano dividido em quatro fases para impor um cessar-fogo no Iémen, enviar ajuda humanitária, estabelecer diálogo e de seguida um governo.

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Este plano foi recomendado aos líderes do Paquistão, Turquia e Omã. Contudo, a Arábia Saudita tem acusado o Irão de fornecer armamento aos rebeldes Houthis, o que Teerão nega. #Política Internacional