A juíza Laura Petro, do tribunal distrital do condado de Jefferson, decidiu esta quinta-feira retirar todas as acusações contra o norte-americano, revela a organização não-governamental (ONG) Equal Justice Initiative (EJI). Anthony Ray Hinton esteve preso durante 30 anos por dois homicídios dos quais foi agora ilibado. Viveu no corredor da morte no Estado do Alabama, no sudoeste, nos Estados Unidos da América (EUA). Agora, aos 58 anos de idade, volta a conhecer a liberdade e a ver todas as acusações retiradas.

De acordo com os dados do Centro de Informação sobre a Pena Capital, ou seja a pena de morte, desde 1973 que 151 pessoas condenadas à morte foram inocentadas nos EUA.

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Hinton é agora a 152ª pessoa a ser ilibada. No entanto, é um dos presos absolvidos que mais tempos viveu no corredor da morte no estado do Alabama.

Recuando ao ano de 1985, em causa estavam os homicídios de dois responsáveis de dois restaurantes de fast food da região de Birmingham, segundo relata a estação pública britânica BBC. Os dois homens foram mortos a tiro durante assaltos, mas a política nunca conseguir encontrar provas. A 25 de Julho de 1985, e na mesma zona dos homicídios, o dono de um restaurante foi ferido a tiro também durante um roubo. Antonhy Hinton, um negro com 29 anos na época, foi detido pela polícia e reconhecido pelo dono do restaurante em causa.

O norte-americano foi, no momento da detenção, ilibado por um exame no detetor de mentiras e pelo supervisor e colegas de trabalho, que testemunharam a seu favor.

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Hinton trabalhava a cerca de 25 quilómetros do local do crime.

Trinta anos depois dos factos, Anthony Hinton volta a ser livre devido à falta de provas. A ordem de libertação do norte-americano foi executada esta sexta-feira. O processo foi reaberto por decisão do Supremo Tribunal dos EUA.

O advogado de defesa, Bryan Stevenson, considera que a libertação de Hinton demorou 30 anos a acontecer devido à escassez de recursos financeiros do seu cliente para conseguir uma melhor defesa na época dos crimes.

Já Anthony Ray Hinton, à saída do estabelecimento prisional disse que "tudo o que eles tinham de fazer era testar a arma", lamentando que essa diligência tenha demorado 30 anos a ser efetuada. "Obrigada Jesus!" foi a forma que Hinton encontrou para agradecer a sua libertação depois de três décadas condenado por dois crimes dos quais foi agora ilibado. 35 pessoas foram executadas no ano de 2014 nos Estados Unidos da América.