A comunidade americana está a reagir ao anúncio de um exercício militar a ser realizado durante o Verão no território americano. O exercício chama-se "Jade Helm 15" e será realizado no Texas, Utah, Colorado, Califórnia, Arizona e Novo México, que serão declarados artificialmente no exercício militar como estados "hostis" ou "insurgentes". A divulgação desta informação tem causado reacções em todo o país. Alex Jones, popular locutor texano, comentou a 29 de Março que "isto não é um exercício, é a realidade a acontecer em nome de um exercício". E o Daily Mail cita Jones, advertindo que Jade Helm 15 é simplesmente "um esforço para testar a eficácia de técnicas de infiltração sobre o público americano".

O exercício propõe testar a população diante de um governo impopular e fora do controlo. Os militares vão trabalhar com forças locais para aplicar as suas directivas de controlar civis e Estados numa pressuposta guerra civil e revoltas de grande impacto. Mas nem todos confiam nesta versão, pelo que o governo federal emitiu um comunicado posterior ao anúncio do exercício justificando que se destina a treinar forças militares para enfrentar cenários de revolta no exterior.

David Hodges, no site Common Sense admitiu que o Jade Helm 15 "é o exercício mais assustador a ocorrer em solo americano desde a Guerra Civil". E adiantou que "este é um ensaio massivo para aplicação da Lei Marcial". O mais assustador é que David, no Common Sense, revelou rumores de haver detenções de jornalistas do media independentes bem como de políticos independentes durante o exercício. O All News Pipeline fala também na possibilidade de confrontos com os rancheiros texanos, tradicionais oponentes ao governo federal.

As críticas ao exercício incluem também os procedimentos de desestabilização e confusão pública a serem incluídos no exercício de dois meses. Nestes procedimentos estão incluídos ruídos contínuos de aviões durante a noite, que podem impedir o normal funcionamento das localidades, e os disfarces civis que os militares usarão, bem como veículos civis, que podem causar perturbação local.

O exercício prevê a detenção de civis em campos de concentração e o uso de guerra psicológica para afectar os pontos de vista dos prisioneiros. A operação vai contar com forças especiais da Marinha (SEAL's), Operações Especiais da Força Aérea e Comandos do Exército; e conta ainda com equipas especiais de transportes e "parceiros interagências", revelou o comunicado do governo.