O exército nigeriano anunciou esta terça-feira, dia 28, o resgaste de 200 jovens do sexo feminino e 93 mulheres, durante a operação de destruição de três campos do Boko Haram, grupo radical islâmico que domina parte da zona Nordeste da Nigéria. De acordo com a agência Reuters, o porta-voz da força militar já confirmou, entretanto, que entre as jovens resgatadas não se encontra nenhuma das raparigas raptadas na escola de Chibok, há cerca de um ano.

O rapto das jovens em Chibok, a 13 de Abril de 2014, numa acção do grupo terrorista, teve uma forte reacção de repúdio a nível global, conhecida como #BringBackOurGirls, à qual aderiram diversas personalidades de grande mediatismo mundial, tais como Michelle Obama (primeira-dama norte-americana), Malala Yousafazi (a mais recente Prémio Nobel da Paz) e Sean Penn (reputado actor).

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A acção relatada esta terça-feira foi executada na floresta de Sambisa, uma das zonas sob controlo do Boko Haram, no Nordeste do país africano. Foi recolhido algum armamento armazenado nos campos destruídos, mas não foi transmitida qualquer informação relativamente à captura de algum dos membros do grupo que, recentemente, anunciou ter jurado fidelidade ao autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Este grupo conta já com cerca de três anos de actividades terroristas, sendo já responsável por cerca de quinze mil e quinhentas mortes e diversos raptos, em especial de crianças, com o objectivo de as levar a combater nas suas fileiras, as escravizar ou as levar para casamentos forçados. O exército nigeriano tem vindo a recuperar, nos últimos meses, o controlo de algumas das áreas que se encontravam sob domínio do Boko Haram.

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Também as nações vizinhas Camarões, Chade e Níger têm envidado esforços no combate aos terroristas, após estes terem levado as suas actividades também para aqueles territórios.

Mantém-se, assim, a incógnita sobre o paradeiro das cerca de duzentas estudantes que foram capturadas na escola de Chibok, bem como de tantas outras vítimas raptadas nas dezenas de incursões levadas a cabo desde 2012. #Terrorismo