A polícia britânica está convicta que a maior parte dos abusos sexuais podem ser evitados. E por isso lançou uma campanha de afixação de cartazes em balneários e clubes nocturnos, que são, estatisticamente, potenciais locais de ocorrência da violência sexual. O objectivo dos cartazes era apelar para a união das mulheres e evitar que andassem sozinhas (ver galeria de fotografias). Mas a polícia foi obrigada a retirar os cartazes, depois de polémica criada por grupos feministas. Estas alegaram que a campanha promovia a culpabilização das vítimas, as mulheres.

Laura Bates, uma escritora feminista, disse ao The Guardian: "Centrarmo-nos no comportamento da vítima desvia-nos de nos colocarmos onde a responsabilidade está, apenas no agressor".

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E uma outra feminista, Glosswitch, referiu: "Somos ensinadas a vermo-nos como pessoas abertas, como propriedade que alguém possa adquirir, a não ser que nos fechemos".

O discurso feminista tem sido visto como mera agenda política, porque em nome da vitimização feminina criou-se um programa de hostilização à família. E também tem havido nos últimos tempos grande contra-produção feminista na protecção das mulheres. Mercedes Carrera, uma comentadora social, iniciou uma campanha de caridade por uma vítima de violação e acusa as feministas de "conspiração de silêncio": "Quando há uma mulher vítima de violação, aquelas que se dizem defensoras dos direitos das mulheres não fazem nada; dizem-se protectoras das mulheres, mas são elas que precisam de ajuda, e quando há alguém que precisa delas, elas afundam-se no seu silêncio", disse Carrera.

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Apenas as feministas, como grupo organizado, se mostraram ofendidas. Não houve outras reacções na sociedade inglesa, porque sensatamente, são as mulheres os alvos das violações que esta campanha da polícia britânica queria prevenir. Theodore Gumbril, do Return of Kings, referiu que a campanha "é um aviso sensato a qualquer indivíduo nas suas plenas faculdades; mas a velha ideologia feminista aproveita-se disso".

Também são as feministas que estão a impedir que professores de Direito previnam a violação, pelo ensino e debate da Lei da Violação. Uma professora de Harvard, Jeanie Suk, comentou ao New Yorker: "É frequente os estudantes pedirem que os professores de direito não incluam perguntas acerca da 'Lei da Violação', por temerem que essa matéria lhes seja traumatizante".

Kit Daniels, do Infowars, comentou que, no fundo, as feministas estão a ajudar os agressores a evitar a justiça, porque estão a impedir que advogados tenham conhecimento e noções da jurisdição da violência sexual, que lhes serão úteis no futuro. #Causas