Militantes do Estado Islâmico publicaram uma série de fotografias que mostram, aparentemente, a decapitação de um "alegado blasfemo". O conjunto de macabras imagens exibe um homem algemado e vendado a ser retirado de uma carrinha antes de ser executado por um mascarado, empunhando uma espécie de catana ou machete. Crê-se que a decapitação tenha ocorrido em Hama, na Síria. Este grupo de fotografias é o mais recente a ser divulgado por militantes do grupo terrorista, provando que a organização está a utilizar cada vez mais a propaganda para atrair potenciais jihadistas e espalhar o medo entre aqueles que combatem o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

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Numa das imagens, a vítima aparece com uma venda nos olhos e ajoelhada no chão, rodeada de vários homens armados. Um carrasco, com a cara tapada, surge por trás dele, com a arma levantada sobre a sua cabeça. A fotografia seguinte, que meios internacionais como o Daily Mail consideraram demasiado perturbadora para ser publicada, mostra o homem depois de ter sido assassinado, com a cabeça decapitada colocada junto ao seu corpo. As imagens são em tudo semelhantes aos vídeos das execuções de reféns britânicos e norte-americanos, que foram também decapitados por militantes do grupo terrorista.

A divulgação destas fotografias surge depois de um novo vídeo, publicado na semana passada, no qual o Estado Islâmico avisa que "a América vai arder" e ameaça uma repetição das atrocidades de 11 de Setembro.

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O vídeo, com 11 minutos, mostra algumas das mortes mais brutais levadas a cabo pelo grupo, como a decapitação do jornalista norte-americano James Foley ou a execução do piloto jordano Muadh al-Kasasbeh, que foi queimado vivo dentro de uma jaula. As Torres Gémeas e Osama bin Laden também aparecem no vídeo.

No mês passado, o Estado Islâmico tinha publicado um outro vídeo que mostrava a execução de oito alegados informadores, todos vestidos com os já habituais fatos cor-de-laranja, iguais aos utilizados pelos reclusos da prisão norte-americana de Guantánamo. Em Janeiro, a organização jihadista ameaçou decapitar o Presidente Barack Obama e transformar os Estados Unidos numa província Muçulmana. #Terrorismo