Passaram 100 anos desde um dos mais brutais massacres dos tempos modernos e a data está a ser relembrada na Arménia. Os primeiros momentos da cerimónia foram marcados por um minuto de silêncio em memória dos 1.5 milhões de arménios que foram exterminados pelas forças otomanas entre 1915 e 1917. A cerimónia foi presidida por Serzh Sarkisian, actual presidente da Arménia, que agradeceu a presença de tantos líderes mundiais no memorial do genocídio. "Nada é esquecido", foram as palavras do presidente.

Perante uma ovação de pé por parte de grandes figuras políticas mundiais, Sarkisian afirmou que a sua presença é a confirmação do "seu compromisso com os valores humanos" e garante que, mesmo após 100 anos volvidos, tudo continua presente na memória do país.

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Na mão, uma flor amarela

Sob um céu escuro a querer rebentar em chuva, os diplomatas estrangeiros pousavam um a um, uma rosa amarela na gigante coroa de flores. Esta homenagem decorria junto a uma estátua monumental com 44 metros de altura, que simboliza o renascimento da nação.

O russo Vladimir Putin disse na Arménia que o assassinato em massa não pode ser justificado e por isso "hoje estamos de luto junto com o povo arménio". O presidente francês, François Hollande, também marcou presença. Curvou-se junto ao memorial para prestar a sua homenagem ao número excessivamente alto de vítimas e disse que "queria que os meus amigos arménios soubessem que nunca vamos esquecer as tragédias que a vossa nação tem suportado".

Centenas de milhares de arménios participaram mais tarde numa procissão até ao memorial do genocídio - o marco mais visitado da Arménia - segurando velas e flores para colocar na chama eterna.

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Muitos líderes estrangeiros ausentes com medo de perturbar Ancara

O presidente alemão, Joachim Gauck, esperava uma reacção furiosa da Turquia depois de ter condenado o genocídio pela primeira vez, quando falou publicamente num serviço religioso em Berlim durante uma cerimónia para relembrar o massacre.

Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, não se atreveu a tecer comentários muito críticos e apenas descreveu os actos da I Guerra Mundial como um "massacre terrível". #Política Internacional