A investigação por parte das autoridades francesas relativa à queda do A320 da companhia Germanwings confirma que o copiloto Andreas Lubitz teve uma conduta imprópria, tendo sido mesmo o culpado pelo acidente catastrófico do avião nos Alpes Franceses. Esta quinta-feira, dia 2, foi encontrada a segunda caixa negra do avião, verificando-se que o copiloto acelerou várias vezes os motores do A320 na aproximação às montanhas francesas, confirmando, assim, uma tentativa de suicídio.

Segundo a caixa negra, o copiloto Andreas Lubitz serviu-se do piloto automático para encaminhar o Airbus para as montanhas, dando origem a um desastre que vitimaria todas as 150 pessoas a bordo do avião da Germanwings.

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Não havia memória de tal tragédia em França desde a queda do Concorde, a 25 de Julho de 2000. A agência civil francesa (BEA), que investiga as causas do acidente, verificou que o copiloto configurou o piloto automático para voar mais rapidamente em direção ao solo e, assim, despenhar o avião. Todo este panorama vai cada vez mais de encontro a uma possível tentativa de suicídio. Embora ainda não exista explicação para tal ato por parte de Andreas Lubitz.

Além disso, foram encontrados dados num computador na casa de Andreas Lubitz, em Dusseldorf, em que é possível verificar que o copiloto fez várias pesquisas na internet sobre métodos para cometer suicídio e também se informou ao detalhe sobre o funcionamento de segurança da porta do cockpit. Aparentemente a vida de Andreas era perfeitamente normal e não existiria nenhum motivo de força maior para levar o copiloto da Germanwings a despenhar o A320.

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Contudo, a namorada do copiloto informou as autoridades que Andreas, dias antes do acidente, lhe tinha dito que iria fazer algo que deixaria a sua marca no mundo.

A verdade dos fatos é que morreram 150 pessoas, e, ao confirmar-se a tentativa de suicídio por parte de Andreas Lubitz, tudo indica que esta classe trabalhadora que tem uma responsabilidade elevada será alvo de mais exigências e pressões. Contudo, a companhia alemã já confirmou que vai indemnizar em cerca de 600 milhões de euros as famílias das vítimas.