O procurador francês de Marselha anunciou, esta quinta-feira, que foi encontrada a segunda caixa negra do AirBus A320. Esta descoberta vai permitir, agora, saber ainda mais sobre o dia do incidente. A caixa negra, agora encontrada, é a que regista todas as informações do voo como, por exemplo, a altitude, a velocidade ou se o auto piloto está ligado ou desligado, informa o jornal El País. Com esta descoberta vai ser possível decifrar todas as dúvidas que envolvem o caso do voo 4U 9525.

A caixa, encontrada logo no dia do incidente, é aquela que regista o áudio dentro do cockpit. Foi logo poucos dias depois ao acidente que se soube que Andreas Lubitz trancou o capitão Patrick Sondenheimer fora do cockpit quando este foi à casa de banho.

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Segundo os especialistas, com a posse das duas caixas negras vai ser possível saber com mais precisão o que aconteceu no dia 24 de março com o avião da Germanwings. Recorde-se que, segundo as notícias vindas a público, Andreas Lubitz não podia voar no dia do acidente e planeou, deliberadamente, terminar a sua vida a bordo do avião.

Durante os últimos dias as notícias têm surgido com alguma rapidez. Ainda durante o dia de hoje, noticiou-se que Lubitz fez pesquisas sobre suicídio. A notícia veio a público através da CNN que teve Christoph Kumpa, procurador alemão responsável pelo caso, como fonte para esta informação. Contudo, no passado fim-de-semana, o site do tabloide inglês Mirror noticiou que Andreas Lubitz tinha visitado, segundo o histórico do computador, sites com conteúdo suicida e outros com conteúdo homossexual.

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Durante o dia de ontem, 1 de abril, as autoridades francesas informaram que já foram encontrados os restos mortais das 150 pessoas que faleceram a bordo do voo que ligava Barcelona a Düsseldorf. Os 2800 restos biológicos encontrados foram cruzados com todos os dados de ADN e, posteriormente, confirmou-se que pertenciam às 150 pessoas, oriundas de 15 países diferentes. Contudo, o Instituto de Pesquisa Criminal da Gendarmaria da França (IRCGN) informou que levará "de dois a quatro meses" até divulgarem os resultados finais das análises, revelando a identidade de todas as pessoas que faleceram.