Um dia depois de ter sido revelado que o co-piloto tinha, de facto, informado a Lufthansa de que atravessava um episódio de depressão grave durante o curso de voo, o Presidente da companhia aérea alemã foi questionado sobre o momento em que encontraram o e-mail de 2009 de Lubitz e sobre a razão pela qual se demorou tanto tempo a publicá-lo. Contudo, foi dito que não há respostas conclusivas para as perguntas, pelo que será necessário esperar.

A responsabilidade era, até agora, atribuída apenas a Lubitz por ter escondido o estado de saúde e a incapacidade determinada pela baixa médica para voar naquele dia. Inclusive, a Lufthansa já admitira que Lubitz tinha interrompido a formação, mas não fora avançada a explicação.

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A visita do Presidente da Lufthansa e da filial Germanwings acabou por se sobrepor à alegada gravação em vídeo que o seminário francês Paris Match e o jornal alemão Bild afirmam ter na sua posse.  Por outro lado, o procurador francês encarregado da investigação criminal, nega que haja qualquer vídeo entre as provas recolhidas e apelou a que eventuais detentores de imagens do desastre as enviem aos investigadores. Jean-Marc Menichini, porta-voz da guarda francesa no terreno, garantiu também que os telemóveis recolhidos no local do acidente não foram ainda analisados pelos investigadores.

A prioridade foi recuperar os restos mortais dos ocupantes, sendo que a tarefa já foi dada como concluída no local do impacto. Ainda segundo o porta-voz da guarda francesa, os militares das tropas alpinas foram até ao local com o intuito de recolher os objetos pessoais.

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Além disso, os investigadores continuam as buscas no meio dos destroços, uma vez que o aparelho que regista os parâmetros de voo pode ter ficado enterrado devido à violência do embate. Haja vídeo ou não haja, a verdade é que as imagens de telemóvel não acrescentariam nada à investigação e apenas iriam acentuar o sofrimento dos familiares, uma vez que estas descrevem o caos a bordo quando os passageiros tomaram consciência do inevitável.