A agência governamental British Geological Survey, já tinha anunciado em 2014 a existência de petróleo naquela região. A quantidade prevista era entre 2 mil e 9 mil milhões de barris. Mas agora as notícias são bem melhores. Tudo porque a UK Oil & Gas Investments (UKOG) anunciou a descoberta de cerca de 100 mil milhões de barris de petróleo, uma quantidade muito superior à anteriormente avançada. Como uma boa notícia nunca vem só, foi ainda comunicado que este petróleo encontra-se entre 700 e 900 metros de profundidade, não sendo necessário recorrer ao polémico fraturamento hidráulico, que consiste na injecção de um fluído a alta pressão, no subsolo, para facilitar a extracção de petróleo.

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No Reino Unido, existem cerca 250 poços activos, com produção média diária de petróleo que ronda os 22 mil barris. O poço tem "potencial para uma significativa produção diária de petróleo" segundo a empresa. Esta descoberta é provavelmente a maior dos últimos 30 anos, em todo o Reino Unido.

Nos últimos 40 anos foram produzidos pouco mais de 40 mil milhões de barris de petróleo no Mar do Norte. Se  compararmos com o recente comunicado, torna-se evidente a magnitude desta descoberta e o que representa a nível económico para a Inglaterra. E até para a economia mundial a médio prazo, pelo aumento que representa a nível global.

Esta não foi uma excelente notícia só para a Inglaterra, dado que após o comunicado as acções da empresa dispararam e chegaram a avançar 325%.

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No entanto esta notícia, que poderá representar um aumento de produção excedentária de petróleo, nada influenciou a cotação do mesmo. Esta quinta-feira, 9 de Abril, a cotação do petróleo avançou 2.7% sendo negociado a 57.04 dólares por barril, em Londres.

Este dado pode ser o que a economia europeia esperava, tendo em conta a enorme queda do preço do petróleo a nível mundial no último ano. O aumento da produção de petróleo em território europeu pode representar a diminuição da dependência da Europa dos países grandes produtores mundiais de petróleo.