Foram dois anos de especulações, avanços e recuos, mas já todos sabiam que mais cedo ou mais tarde iria acontecer. Hillary Rodham Clinton anunciou este domingo, dia 12, a candidatura à presidência dos Estados Unidos da América. A antiga primeira-dama vai tentar chegar a chefe de estado pela segunda vez, sendo agora a grande favorita a liderar o Partido Democrata na corrida à Casa Branca.

"Sou candidata à presidência", disse, num vídeo publicado no seu site oficial. "Os americanos precisam de um campeão. E eu sou esse campeão. Por isso, vou fazer-me à estrada para tentar merecer o seu voto. Porque agora é a sua vez. E espero que se junte a mim neste trajeto".

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O tema central da campanha já está delineado: melhorar a condição económica da classe média, com particular ênfase no aumento de salários e na redução das desigualdades.

O anúncio lançou efetivamente aquela que poderá ser uma das campanhas primárias menos renhidas dos últimos tempos, no que ao Partido Democrata diz respeito. É portanto um cenário bem diferente do de 2008, quando perdeu a nomeação para Barack Obama, numa disputa longa, dispendiosa e memorável.

Hillary Clinton pode ser, como é bem sabido, a primeira mulher a chegar a presidente dos EUA. Mas ainda é cedo para isso - as eleições são em 2016 - e, independentemente do resultado, esta campanha abre um novo capítulo na vida de uma figura que tem cativado e dividido o país desde 1992, altura em que o seu marido Bill Clinton ganhou as presidenciais.

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Hillary parte para mais uma candidatura ao poder - provavelmente a última -, com um nome universalmente reconhecido e uma fortíssima base de apoio, principalmente entre o eleitorado feminino.

A campanha será lançada inicialmente em pequena escala, nos estados de Iowa e New Hampshire, mas tornar-se-á provavelmente na mais cara de sempre: apoiantes e doadores esperam angariar 2,5 biliões de dólares. Os democratas estão entusiasmados com o anúncio de Hillary Clinton, e grande parte desse estímulo está relacionado com o facto de se poder fazer história ao eleger uma mulher para presidente dos EUA. #Política Internacional