Desde o início de 2015 que morreram cerca de 500 pessoas a tentar atravessar o mediterrâneo. Estes números indicam um aumento bastante significativo em comparação ao mesmo período do ano de 2014, em que morreram apenas 47 pessoas. Na passada semana, naufragou no mar mediterrâneo um barco proveniente da Líbia com vários emigrantes. O número de desaparecidos ainda não foi confirmado, mas já há indicação de que desde sexta-feira, 10 de Abril, foram feitos 8000 resgates.

Apenas 150 pessoas sobreviveram a este naufrágio, e ao que tudo indica estarão cerca de 400 pessoas ainda desaparecidas ou provavelmente já mortas. Segundo se conseguiu apurar, a maioria dos emigrantes que estavam neste barco vinham de países da África subsariana e foram recolhidos no sul de Itália, mais especificamente na zona da Calábria.

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As autoridades competentes presentes no local ainda estão a inquirir os poucos sobreviventes deste naufrágio de modo a perceber a dimensão e como terá acontecido esta tragédia. Até agora existe a possibilidade de o barco ter virado quando todos os passageiros se dirigiram para um dos lados ao se aperceberem da aproximação de socorros ao local.

Desde o fim-de-semana que foram resgatados pela marinha italiana e pela guarda costeira cerca de 6000 emigrantes que tentavam chegar à Europa de barco. A estes registos juntam-se os resgates feitos deste naufrágio, fazendo o número de salvamentos subir para 8000. Devido ao aumento de naufrágios no mar Mediterrâneo foi criada uma operação denominada Mare Nostrum, actualmente substituída pela operação Tritão. Estas operações baseiam-se na existência de vários meios para a realização de resgates a embarcações que se encontrem em dificuldades.

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A se confirmar o número de desaparecidos relatados até agora pelos sobreviventes, este naufrágio será uma tragédia ainda maior do que o naufrágio ocorrido em 2013, em que se estima que tenham morrido cerca de 360 pessoas. O número de mortes do mar Mediterrâneo tem vindo a aumentar ao longo destes anos.