Num dos últimos programas do Daily Show, Jon Stewart comentou acerca das recentes críticas de Dick Cheney, ex-vice presidente, ao actual presidente dos Estados Unidos da América, em relação às negociações com o Irão. Stewart começou por chamar Cheney de um homem podre até ao tutano, sendo na realidade um pequeno buraco negro onde nenhuma alegria ou luz conseguem escapar, e de demónio da floresta com os dentes tortos que rouba as nossas crianças, deslizando como uma lesma para fora do seu lar no interior duma montanha de cadáveres de gatos para dizer barbaridades para televisão ou rádio, sendo normalmente ignorando mas algumas vezes, isso é simplesmente impossível de ser feito.

Em causa estariam as declarações de Cheney no programa de Hugh Hewitt. Respondendo à pergunta se Obama seria ingénuo, o vice-presidente disse que se se tivesse alguém como presidente que quer deitar abaixo a América, enfraquecer a sua posição no mundo e reduzir a sua capacidade de influenciar eventos, voltar costas aos aliados e encorajar os adversários, iria parecer exactamente aquilo que Barack Obama está a fazer.

A resposta de Stewart é simplesmente demolidora, juntando um pouco de pesquisa e uma lição de história para quem tem a memória curta. O apresentador referiu que o ponto de vista do vice-presidente parece ser o seguinte: que qualquer um que fortalece a posição estratégica do Irão está, por definição, a enfraquecer a posição dos Estados Unidos da América. Ou seja, segundo a lógica de Dick Cheney, invadir o Iraque não só removeu a maior ameaça do Irão como também dificultou a capacidade da América de intervir no programa nuclear iraniano. Segundo os dados da Agência Internacional de Energia Atómica, no final da administração de Cheney, o Irão teve um aumento de 20 vezes na sua capacidade de enriquecer urânio desde que a administração Bush tomou posse. Não poderá isso ser considerado como entregar uma arma nuclear ao Irão? #Entretenimento #Política Internacional

Dirigindo-se directamente a Cheney, disse que tinha sido ele que tinha eliminado os inimigos do Irão, dando-lhe tempo para construir o seu programa nuclear. Claro que isto poderia ter sido corrigido se tivesse sido instalado no Iraque outro governo anti-Irão no lugar de Saddam Hussein como qualquer vice-presidente norte-americano patriota faria. No entanto, colocar alguém como Maliki nessa posição seria ou ingénuo ou uma tentativa deliberada de enfraquecer os E.U.A.. Na verdade, o que Cheney se preocupou em fazer foi que os E.U.A. levantassem as sanções contra o Irão de forma a que a sua própria empresa, Hallibturton, pudesse ganhar contratos de milhões dólares assinados com o mesmo regime radical que agora ataca.


Finaliza questionando que tipo de homem seria Cheney se nos seus instantes finais no mundo dos negócios, antes de aceitar fazer parte do governo norte-americano como vice-presidente, fosse estabelecer contratos com o estado número um patrocinador de terrorismo? Contratos que apenas foram legais porque foram feitos através de uma subsidiária estrangeira e que depois de estar no poder e em gratidão pelo dinheiro iraniano, entregou de mão beijada ao Irão o maior prémio de todos, o Iraque. Não será Dick Cheney o agente duplo determinado a deitar a América abaixo? 


Uma questão que fica no ar como sendo extremamente válida. Lembramos que Jon Stewart vai deixar em breve a apresentação do Daily Show. Sem dúvida que a sua ausência será sentida.