Chama-se Lagoa Rodrigo de Freitas e fica situada na zona a sul do Rio de Janeiro, no Brasil. Está prevista a sua utilização nos Jogos Olímpicos de 2016 em provas aquáticas como o remo, canoagem, stand up paddle, e outros desportos de águas calmas, mas desde a semana passada que têm aparecido milhares de peixes e outros animais mortos nas suas águas, causando o que os moradores locais chamam de "cheiro nauseabundo". Já foi retirada quase uma tonelada de animais mortos das águas, mas o cheiro persiste. A população está muito incomodada e garante que tem sido extremamente difícil viver com o mau cheiro que de lá emana. Natália de Carvalho, a actual treinadora da modalidade de remo da equipa do Vasco da Gama, declara que "tem sido muito complicado trabalhar todos os dias com um odor tão forte", acrescentando ainda que "para além dos muitos animais mortos, conseguem ver-se muitos peixes a lutar por oxigénio".

A explicação para este acontecimento já foi anunciada pelo secretário do Meio #Ambiente, Carlos Alberto Muniz, que explicou que o mau tempo e as fortes chuvas da semana passada arrastaram uma enorme quantidade de matérias orgânicas para a lagoa. O nível de oxigénio baixou e acabou por chegar a esta situação crítica. A população de peixes foi a mais afectada, pois teria terminado a desova em Fevereiro, tendo o seu número aumentado.

Apesar das várias acusações de poluição, Carlos Alberto Muniz garante que o motivo da morte dos peixes e do mau cheiro "nada tem a ver com agentes poluidores ou entradas de esgotos". Garante que a lagoa é das mais limpas, mas diz que "infelizmente é muito complicado controlar a natureza". Afirma ainda que "este tipo de problema não é novo nesta lagoa. O ano passado em Março aconteceu uma situação semelhante, também provocada pelas chuvas. Felizmente a lagoa é muito rica e depressa o seu próprio ecossistema se restabelece". A retirada dos peixes mortos tem sido um processo diário e espera-se que o odor e o nível de oxigénio sejam naturalmente restaurados dentro de duas semanas.