Um mês depois, nesta tarde de domingo, dia 12 de Abril, as ruas no Brasil voltaram a encher-se de manifestantes e desta vez, o que essencialmente motivou o protesto foi o pedido de impugnação do mandato da presidente Dilma Rousseff. 63% dos brasileiros que foram entrevistados mostraram-se a favor do impeachment, que significa o impedimento do exercício legal do mandato político, de Dilma Rousseff, a Presidente do Brasil, segundo a pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no passado sábado, dia 11 de Abril.

Os protestantes exigem o fim do mandato da Presidente mas a indignação pública e a vontade social não chegam para ver Rousseff longe do poder.

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São necessárias provas de violação da Lei Federal 1.079/50, de 10 de Abril de 1950, ou seja, é necessário que a dirigente tenha atentado contra a Constituição Federal do Brasil.

Alguns dos tópicos seriam o atentar contra a existência da União, contra o livre exercício dos poderes Legislativo e Judicial, a probidade da administração, o respeito pela lei orçamental e a protecção e a utilização legal do dinheiro público. Os protestantes defendem que Dilma violou os três últimos pontos e por isso exigem o "impeachment já!". Contudo, a opinião pública não vai de encontro à análise dos especialistas na matéria. Estes segundos, garantem que não há indícios que a Presidente brasileira tenha tido qualquer participação em polémicas nacionais como Petrobras ou que estivesse a par de uma série de casos de corrupção política.

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Para oficializar o pedido social do impeachment de Rousseff, ele deve ser apresentado à Câmara dos Deputados, cujo membros da equipa decidem se aceitam ou não a proposta. Em caso de deliberação negativa o pedido será sumariamente arquivado e o processo descontinuado.

Apesar dos diversos protestos (todos mal sucedidos) contra Dilma Rousseff, ela foi quem recebeu menos tentativas de afastamento do poder por parte do povo brasileiro. Desde 2010, Dilma viu 14 tentativas de a afastar, contudo Luiz Inácio Lula da Silva teve 34 durante os seus dois mandatos e Fernando Henrique Cardoso sobreviveu a 17 tentativas. #Política Internacional