A marca de lojas de roupa pertencente ao grupo espanhol Inditex, a Zara, está envolta em nova polémica, cujo alcance tomará novamente proporções internacionais. De recordar que nos últimos meses do ano passado a marca espanhola já teve de retirar do mercado uma t-shirt, devido à controvérsia que gerou, e agora é a vez de um body de bebé.

A discussão anterior gerou-se em torno da t-shirt de um pijama em que a marca pretendeu com o seu padrão representar a roupa de um xerife, com o riscado a preto e branco e com a estrela amarela no peito. Contudo, o que muitos consumidores viram ao olhar para a peça de roupa foi as vestimentas usadas pelos judeus enquanto presos nos campos de concentração.

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Instalada a polémica, a peça do vestuário não esteve disponível durante muito mais tempo, nem nas lojas físicas nem nas lojas online, sendo que a marca emitiu publicamente um pedido de desculpas afirmando: "reconhecemos que o design podia ser visto como insensível e sinceramente pedimos desculpa por qualquer ofensa causada aos nossos clientes".

Agora a nova polémica prende-se com razões sexistas. Os bodys colocados à venda, em pacotes de três unidades dirigido a crianças dos três meses aos três anos, representa, de acordo com o Observatório Andaluz de la Publicidad no Sexista, um acto sexista. Nesta peça de roupa, disponível para menina e menino, podia ler-se no primeiro "Bonita e Perfeita - É o que o papá disse", enquanto no segundo lia-se "Fixe e inteligente- É o que a mamã disse". Os espanhóis, que foram os primeiros a detectar o problema, asseguram que este é um "exemplo de sexismo no mundo infantil que associa o género masculino à inteligência e o feminino apenas à beleza".

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Desde que começou esta nova controvérsia que a marca espanhola ainda não emitiu nenhum esclarecimento, mas a peça de roupa foi já retirada dos espaços físicos e online. Também na Alemanha a marca cometeu um erro linguístico grave. Na loja online a marca quis escrever sandálias e, em vez disso, escreveu sandálias de escrava, o que não está a agradar os consumidores. #Negócios