A empresa mais famosa de restaurantes de comida rápida continua a debater-se com a sua sobrevivência. Só nestes primeiros meses de 2015, já fechou 350 lojas na China, Japão e EUA, pretendendo fechar 700 até ao fim do ano. Há duas semanas, a McDonald's anunciou perdas de lucros em 36%. No seguimento desta recessão, a revista Fortune comenta, na sua última edição, que a situação da McDonald's é o resultado da "cada vez mais forte competição que a empresa enfrenta nos EUA, mas também da resistência da economia europeia e de um proteccionismo alimentar na Ásia".

O declínio da McDonald's deu-se quando os seus clientes começaram a procurar opções mais saudáveis noutros restaurantes. "Um declínio que pode demonstrar ser terminal para a maior cadeia de restaurantes de comida rápida do mundo", comentou Kit Daniels, do Infowars. Anthony Gucciardi, também do Infowars, referiu que "a tendência mundial neste momento é perguntar o que se está a comer, e a nova vaga de restaurantes baseados em produtos naturais está a criar um novo ambiente económico". Noutras palavras: "as pessoas estão fartas de se alimentarem de lixo, e não o vão usar mais para alimentarem os seus corpos", afirma.

Hoje em dia, a McDonald's já não é o padrão da comida rápida. Como referiu o colunista financeiro da Yahoo, Rick Newman, "a McDonald's nivela-se agora pelas emergentes cadeias de restaurantes de hambúrgueres, feitos com alimentos frescos, orgânicos e locais". Por exemplo, a cadeia de comida rápida Whole Foods oferece os mesmos preços que a McDonald's para menus semelhantes, só que com alimentos orgânicos, naturais e frescos. Isto fez a diferença num público informado, que optou imediatamente por manter a McDonald's fora das suas opções alimentares.

O resultado está à vista. A McDonald's não pára de apresentar prejuízos. E, para os resolver, decidiu encerrar 700 restaurantes e enviar os seus empregados para as estatísticas do desemprego. Os nostálgicos da McDonald's apelam para que a companhia volte ao seu melhor, ao básico, e "crie menus competitivos, saborosos e nutrientes, e em vez de criar 'tendências' tente agradar a toda a gente, com menus populares e credíveis", disse Laura Ries, da empresa de marketing Ries & Ries, sediada em Atlanta, nos EUA. #Negócios