A menina britânica sofria de Progeria, uma rara doença genética que provoca o envelhecimento precoce, e morreu esta quinta-feira, dia 2 de Abril, vítima desta doença. A morte da adolescente foi anunciada pela mãe, Kerry Okines, no Facebook: "A minha bebé foi para algum lugar melhor. Deu o seu último suspiro nos meus braços às 9:39", escreveu na rede social. Segundo a BBC, Hayley Okines estava internada para um tratamento contra a pneumonia, tendo voltando na quinta-feira para casa.

A Progeria, ou síndrome de progeria Hutchinson-Gilford, acelera o envelhecimento do corpo em sete a oito vezes em relação ao normal. A doença também provoca problemas cardíacos, restringe o crescimento e causa perda de gordura corporal e de pelos.

Publicidade
Publicidade

Os sintomas manifestam-se numa idade muito precoce. A mãe de Hayley Okines percebeu que a menina não ganhava peso no seu primeiro ano de vida, sendo a doença imediatamente diagnosticada. O prognóstico médico inicial indicava uma esperança de vida de 13 anos, mas a menina submeteu-se a uma intervenção pioneira nos Estados Unidos.

A "adolescente com 100 anos de idade" ficou conhecida em várias redes sociais por dedicar-se activamente a despertar o interesse para a Progeria. Hayley Okines era porta-voz de uma fundação norte-americana que investiga a doença e também fazia várias aparições públicas e respondia a diversas entrevistas sobre a sua saúde. A adolescente lançou dois livros.Aos 14 anos publicou a sua autobiografia, intitulada "Old before my time", em português "Velha antes do tempo".

Publicidade

Escreveu também um livro de memórias, "Young at Heart", que continha a frase "A minha vida com progeria é cheia de felicidade e boas memórias"(My life with progeria is full of happiness and good memories). Hayley também foi tema em vários documentários, incluindo o "The Child Who'solder than her mother" (A criança que é mais velha do que a mãe).

"Morrer significa apenas mudar para uma casa mais agradável. Só fomos para o quarto ao lado. Ainda somos o que sempre fomos. Não estamos longe. Estamos apenas no outro lado da via", afirmou Hayley Okines na sua autobiografia.