O terramoto que atingiu o Nepal este sábado, dia 25 de Abril, continua a fazer vítimas. Depois de um sismo de magnitude de 7,8 na escala de Richter, as réplicas sucedem-se. As operações de busca e salvamento são uma corrida contra o tempo, naquele que é um dos países mais pobres da Ásia. O número de vítimas não tem parado de aumentar. O último balanço oficial aponta para 2200 mortos.

No entanto, o número de vítimas mortais deve continuar a aumentar nas próximas horas uma vez que nos escombros dos edifícios continuam dezenas de pessoas. "Acreditamos que ainda há pessoas debaixo dos escombros", afirmou um dos elementos de uma equipa de resgate à agência Reuters.

Publicidade
Publicidade

Também o impacto do sismo nas zonas mais remotas do Nepal continua por averiguar, devido aos difíceis acessos.

"Muitas ruas estão bloqueadas, há muito entulho o que dificulta as operações", disse a porta-voz da Cruz Vermelha, Penny Sims, à estação BBC. O cenário é de caos e é em condições extremas que as equipas procuram por sobreviventes. Com o auxílio de cães e máscaras para evitar o pó dos escombros, resgatar feridos é a prioridade. De acordo com a publicação 'Folha de S. Paulo', os feridos já ultrapassam os 4700. A capital Katmandu é uma das áreas mais atingidas, com pelo menos 700 mortos.

O sismo afetou vários países, nomeadamente a Índia (49 mortos), o Bangladesh (4 mortos) e o Tibete (12 mortos), e provocou avalanches na base do monte do Evereste. Segundo dados revelados pela Associação de Montanhismo do Nepal, pelo menos 17 cadáveres já foram retirados do campo de base do pico mais alto do mundo e há 61 feridos.

Publicidade

As réplicas também se têm feito sentir no Evereste, provocando novas avalanches. Entre os mortos está Dan Fredinburg, executivo da Google, segundo confirma a empresa em comunicado.

A ajuda internacional não se tem feito esperar. Logo após o sismo, a Índia enviou equipas de resgate e helicópteros. Entretanto, também a China anunciou que vai enviar cães pisteiros e mais de 60 elementos para ajudarem nas operações. A União Europeia e os EUA também já se disponibilizaram para ajudar. "Estamos prontos para ajudar o Governo do Nepal a responder a esta terrível tragédia", afirmou Jamie McGoldric. De acordo com o coordenador das Nações Unidas no Nepal, poderão ser afetadas mais de 6,6 milhões de pessoas. O Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Asiático de Desenvolvimento e outras organizações estão a colaborar para "perceber a melhor forma de ajudar o país". #Catástrofes Naturais

O sismo ocorreu no sábado, às 12 horas locais (7 horas em Lisboa). O epicentro verificou-se a 80 quilómetros a leste de Pokhara. Em declarações à 'Folha de S. Paulo', Vim Tamang, da vila de Mangung, muito próxima do epicentro, revelou que a sua vila "foi quase totalmente destruída. A maioria das casas está enterrada ou danificada". É o pior terramoto no Nepal desde 1934, quando um terramoto provocou 8500 mortos.