O governo grego do Syriza está cada vez com uma posição mais enfraquecida face aos seus parceiros. O governo de Alexis Tsipras e o Ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, são cada vez mais contestados pelos parceiros internacionais da Grécia, que exigem uma resolução credível para a crise orçamental do país. A esperança que os gregos depositavam no governo Syriza já parece desvanecida e a esperança de o país encontrar uma solução aceitável e mais suave para a crise que vive parece praticamente posta de parte.

Por outro lado, a incapacidade de o governo grego chegar a um acordo credível de resolução dos seus problemas orçamentais tem esgotado a paciência dos seus parceiros da União Europeia. Os consecutivos adiamentos de um plano de estabilidade para as contas públicas da Grécia agravam a posição negocial de Yanis Varoufakis, que tem cada vez menos hipóteses de conseguir um acordo para o povo grego.

O resultado é uma grande encruzilhada que, em último caso, poderá vir a fazer cair o governo grego, que está em funções há apenas três meses. Desde então, o governo de Tsipras, que tinha 70% da população do seu lado relativamente à forma como estavam a ser geridas as negociações com os parceiros, viu esse apoio baixar para 45,5%.

Uma sondagem da Universidade Macedónia, encomendada pelo canal privado Skai, indica também que a oposição ao governo grego cresceu para 39,5%. O mesmo estudo mostra ainda que há cada vez mais gregos a acreditarem que a Grécia poderá vir a sair da Zona Euro e que isso irá fazer mergulhar o país numa crise gravíssima. Esse valor cresceu para 56%, quando em Fevereiro se situava nos 35,5%.

Demissão à vista?

Com estes problemas a assolarem o seio da política interna e externa grega, é cada mais apontada uma possível demissão do ministro das Finanças Yanis Varoufakis. Os parceiros internacionais já demonstraram a total incapacidade de conseguir chegar a uma posição de entendimento com o ministro. A paciência esgota-se e Varoufakis torna-se cada vez mais o símbolo da incapacidade da Grécia não conseguir chegar a acordos com Bruxelas, e em especial com Berlim. No entanto, a saída do ministro das Finanças significaria ao governo Syriza admitir de forma redundante um falhanço na sua política interna e externa.

Actualmente o governo grego tenta chegar a acordo com Bruxelas para poder receber um novo cheque de ajuda financeira no valor de 7.200 milhões de euros. No entanto, e para que tal seja possível, os parceiros exigem que a Grécia se predisponha a realizar reformas estruturais, políticas de controlo orçamental e ainda a fazer algumas privatizações. #Política Internacional #Euro