São imagens tocantes as que nos chegam dos Estados Unidos. Baltimore declarou estado de emergência e vão já muito longos os protestos após mais um episódio de alegado excesso de violência da polícia para com um homem negro. Agora, uma mãe colocou um toque de profundo humanismo nestes protestos, quando na segunda-feira à noite, deu um valente "puxão de orelhas" público ao filho, um dos manifestantes. E o vídeo tornou-se viral.

As manifestações ganharam contornos de extrema #Violência após o funeral de Freddie Gray, o jovem negro de 25 anos que terá morrido por ter sido espancado pela polícia e não ter recebido assistência.

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São vários os casos de manifestações, nos Estados Unidos devido a uma possível descriminação racial da polícia. Mas em Baltimore a violência está a destruir a cidade. E são mais os jovens a envolverem-se. Por isso mesmo, a polícia decretou recolher obrigatório e pediu aos pais que tirassem os filhos das manifestações.

E pelo menos uma mãe ouviu-os. Toya Graham localizou o filho, entrou no meio de uma rixa, onde vários jovens apedrejavam e incendiavam carros, agarrou no filho por um braço, esbofeteou-o e tirou-o dali, desesperada.

Agora, esta mãe explicou à "CBC News" o que a motivou, realçando que se esqueceu da presença das câmaras no local. "Quando ele me olhou nos olhos, eu nem sequer pensei em nada. É o meu próprio filho e, no fim do dia, eu não quero que ele seja mais um Freddie Gray. Ele é o rapaz perfeito? Não, não é, mas é meu. É o meu filho", disse, emocionada, Toya Graham.

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Esta mãe, que ganhou milhares de fãs pelas redes sociais, disse que "perdeu a cabeça" quando viu o filho no meio dos confrontos. "Eu estava tão zangada, chocada, porque ninguém quer ver o próprio filho, ali, a fazer aquilo. Quando ele me viu, ele sabia que estava em apuros. Ele depois disse-me 'quando te vi, mãe, o meu instinto foi fugir'", contou esta mãe solteira.

Toya acredita agora que o filho deverá perceber que o que fez foi errado: "Os amigos dizem-lhe que ele não devia estar chateado comigo e que me devia ter dado um abraço. E, a ver isto tudo que se está a passar, eu espero, não tenho a certeza, mas espero que ele entenda a gravidade do que se estava a passar naquela noite".