Na quarta-feira foi comemorado o Dia da Terra. E o Vaticano anunciou que o Papa Francisco promoverá o um novo imperativo moral: salvar o #Ambiente e o planeta. O arcebispo Thomas Wenski disse que o Papa está a preparar um dos mais poderosos instrumentos papais, a Encíclica, para promover e alertar para as questões ambientais do planeta. Em Miami, Wenski confirmou que a encíclica está "para revisão, no fim do processo de nascimento".

Para promover esta encíclica do ambiente, o Vaticano tem já uma data marcada: será a 28 de Abril e a iniciativa contará com a presença do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon. Nesta data será criada uma conferência e divulgado um "tema moral, que é o objectivo da encíclica". E em 23 de Setembro o Papa visitará Barack Obama na Casa Branca e testemunhará uma sessão do Congresso (o primeiro Papa a fazê-lo), onde falará acerca do Desenvolvimento Sustentável.

O cardeal Peter Turkson alertou: "2015 é uma ano crítico para a humanidade...os próximos 10 anos são cruciais", disse a uma audiência de universitários na Irlanda, afirmando que "o timing da Encíclica é crucial". O cardeal, que também ajudou a construir a Encíclica, disse que esta agenda será discutida em Dezembro, em Paris, onde as nações se reunirão para um debate acerca do "aquecimento global". O cardeal, que também é o Conselheiro Pontífice para a Paz e a Justiça, disse que o ponto central da Encíclica é a "ecologia humana" e referiu que " a desigualdade económica global está associada à mudança climatérica". Turkson referiu que "salvar o ambiente é salvar a humanidade, principalmente os pobres, que são desproporcionalmente afectados pelo aquecimento global".

Os ambientalistas estão entusiasmados e Mary Evelyn Tucker afirmou: "O Papa, com o Dalai Lama e algumas estrelas de rock, são as pessoas mais populares no planeta". Tucker, que é directora do Fórum da #Religião e Ecologia da Universidade de Yale, disse que o Papa "tem autoridade moral e eficácia".

Mas há cépticos. Um popular crítico do "aquecimento global", o britânico Lord Monkoton, tem denunciado o "'aquecimento global' como "um disparate cientifico, criado apenas para gerar impostos e arruinar a indústria competitiva". E Maureen Mullarkey escreveu no First Things (uma publicação católica conservadora), em Janeiro: "A teologia é prematura e pode gerar abismos políticos".

Wenski disse que Francisco será um pastor das ovelhas, que precisam de guia: "Uma voz que falará dos pobres como os primeiros a merecerem a atenção da nossa consciência em assuntos como o bem comum, e como a mudança climatérica afecta o bem comum".