Durante a passada quinta-feira, 2 de Abril, pelas 17 horas locais, o papa prosseguiu a tradição do Tríduo Pascal, celebrando o primeiro dia com um lava-pés tradicional. No entanto, quebrou mais uma vez o protocolo do Vaticano, dado que, para além de homens, o papa convidou mulheres e não católicos para o ritual, lavando os pés de 6 homens, 6 mulheres e ainda de uma criança que estava no colo de uma das mães detidas. Esta quebra contínua de protocolos tem sido vista por muitos como um dos motivos de maior aproximação das pessoas perante o Vaticano, mesmo dos não crentes.

A sua chegada foi recebida mais uma vez por aplausos, abraços e beijos, que foi retribuída pelo sumo pontífice do mesmo modo.

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Depois deste ritual, que vem imitar o gesto de humildade de Jesus durante a sua última ceia, durante a habitual homilia o papa procurou passar mais uma vez uma mensagem de esperança, lembrando que o amor de Jesus era tanto que inclusivamente deu a sua vida por cada um. "Jesus era um escravo para nos servir, curar-nos, purificar-nos", disse perante 150 mulheres e 150 homens na capela daquele complexo prisional, incluindo 15 mães com crianças.

O patriarca argentino já tinha, de resto, o hábito de visitar prisioneiros antes de se tornar papa, em 2013. Preocupação esta que continua a ter com os que mais dificuldade têm na vida. Em 2014, quando já era chefe da igreja católica, o papa Francisco também celebrou a quinta-feira santa num centro de reabilitação para pessoas com deficiência e idosos em Roma.

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Já em 2013, na sua primeira quinta-feira santa enquanto papa, tinha celebrado o ritual numa prisão juvenil.

O sumo pontífice lembrou que na época de Jesus as pessoas chegavam cheias de pó nos pés, devido às estradas da altura, então era habitual lavar-se os pés dos hóspedes à entrada das casas, trabalho que era feito por escravos. Por isso, Jesus lavou, como escravo, os pés dos apóstolos. O papa finalizou esta Missa dizendo: "Eu também preciso de ser lavado pelo Senhor e por isso rezem durante esta Missa para que eu me torne mais um escravo ao serviço das pessoas, como foi Jesus". #Religião