'E se fosse com o seu filho?'. Sim, parece demasiado chocante e asqueroso, só de imaginar. Mas nem a polícia se escusou a esta reflexão: 'O que faria se visse um homem, mais velho, a abusar do seu filho, ainda criança?'. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos. Um homem apanhou, em flagrante, um pedófilo de 18 anos, a abusar sexualmente do filho, de apenas 11 anos. E agrediu-o brutalmente até o deixar inconsciente. Mais tarde, a polícia descobriu que os abusos sexuais persistiam há mais de três anos.

Ao apanhar o homem em pleno abuso sexual, em Julho de 2014, o pai da vítima investiu ferozmente sobre ele, espancando-o brutalmente.

Publicidade
Publicidade

Quando ficou caído no chão, inconsciente, este pai ligou para o serviço de emergência, afirmando "Acabei de entrar e encontrei um homem, adulto, a agredir sexualmente o meu menino. Deixei-o numa poça de sangue para vocês".

Na mesma chamada, para a linha de Emergência, o pai da vítima admitiu ter agredido o pedófilo, aos pontapés e aos murros. "Ele tinha as calças pelos tornozelos, acho que não preciso de dizer mais nada. Eu fiz o que tinha de ser feito e espero que não o tenha morto", confessou. A criança revelou, depois, à Polícia que este homem, Raymond Frolander, abusava sexualmente dele, desde os oito anos.

A polícia nunca identificou o pai do menino, não o responsabilizando pela brutal agressão. O chefe da Polícia de Daytona Beach, Michael Chitwood, justificou a decisão de não considerarem a #Justiça pelas próprias mãos do pai do menino abusado como um crime: "Nem como chefe de polícia, nem como pai", referiu.

Publicidade

Quem foi, naturalmente, chamado à Justiça foi Raymond Frolander. Nesta semana, o homem foi condenado à pena de 25 anos de prisão, por múltiplas violações a um menor de 12 anos. O pedófilo não foi condenado a prisão perpétua, mas o seu nome vai figurar na lista de pedófilos para o resto da vida.

No final da sentença, o pai da vítima deixou uma declaração aos órgãos de comunicação social presentes: "Ele vai ter tempo de aprender, nos próximos 25 anos, por que é que eu o deixei vivo".