A manhã começou violenta na cidade queniana de Garissa, onde os trabalhos na universidade local foram interrompidos quando pelo menos 5 homens armados entraram no campus, abrindo fogo sobre quem estava no seu caminho. Os dois seguranças que guardavam o espaço não tiveram hipóteses de agir. Os militantes, por seu lado, rapidamente forçaram a entrada num dos edifícios, onde fizeram vários prisioneiros, tendo depois separado os mesmos entre muçulmanos e cristãos.

Alguns dos civis que conseguiram escapar ou foram posteriormente libertados (sabe-se que os atiradores libertaram alguns dos prisioneiros muçulmanos) declararam que os terroristas teriam disparado sobre aqueles que se identificavam como cristãos no local, apesar de, oficialmente, ainda estarem contados apenas 17 mortos.

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Existem igualmente relatos que indicam que a organização terrorista al-Shabaab estaria por detrás do ataque.

As forças policiais reagiram algum tempo depois do ataque, conseguindo cercar os atiradores num hotel próximo da universidade, entre tiroteios ferozes. Espera-se agora que as autoridades forcem a entrada no hotel a qualquer momento para neutralizar os terroristas. A Universidade de Garissa tem 815 estudantes registados, mas de momento não há modo de saber quantos estariam nas instalações. Não obstante, as autoridades declararam que haveria 500 pessoas cujo paradeiro seria desconhecido.

Entretanto, o governo queniano afirmou que iria avançar como novas campanhas de recrutamento para as suas forças policiais, uma vez que o caso em curso demonstra que a segurança no país é ainda ineficiente. O Presidente Uhuru Kenyatta espera ser capaz de conseguir 10000 voluntários para reforçar a polícia.

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As autoridades também avançaram com um prémio de 200 mil euros sobre a captura de Mohammed Mohamud, identificado como sendo o cérebro por detrás da operação.

Fazendo fronteira com a Somália, onde o al-Shabaab está baseado, o Quénia sofreu no passado recente diversos atentados mediáticos, que causaram dezenas de mortos. Vendo a sua influência diminuir com a lenta solidificação do governo somali e com as ações das tropas da União Africana, onde se inclui o Quénia, o al-Shabaab tem vindo a levar a cabo uma nova série de ataques. No mês passado dois atentados importantes vitimaram o hotel Maka al-Mukarama em Mogadíscio. #Terrorismo