Esta manhã, 20 abril, no Porto de La Valletta, em Malta, foram resgatados do mar, pelas autoridades italianas, vinte e sete imigrantes. Gianluigi Bové, capitão da Marinha italiana, referiu que, quando as autoridades se aperceberam do que estava a acontecer, depararam-se com um cenário devastador: a maior parte das pessoas já eram cadáveres. Contudo, ainda conseguiram salvar duas pessoas com vida, que se encontravam no mar há mais de cinco horas.

Na noite de sábado, uma pequena embarcação naufragou a cerca de sessenta milhas da costa da Líbia. A bordo seguiam centenas de pessoas. Carlotta Sami, porta-voz da ACNUR (Agência da ONU para os refugiados), relatou que um sobrevivente, levado ontem de helicóptero para a Sicília, a informou que o número de passageiros rondaria os 950, entre eles cerca de 50 crianças e 200 mulheres.

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Segundo os jornais italianos, um jovem do Bangladesh terá dito que muitos imigrantes a bordo estavam fechados no porão, completamente incapazes de reagir fosse ao que fosse. As informações ainda são muito restritas mas poderão surgir mais pormenores do que terá acontecido após interrogarem as restantes 27 pessoas que seguem agora para Itália.

Durante a tarde, estas pessoas receberão cuidados médicos e serão aguardadas por muitos voluntários. Por agora, os voluntários mostram-se otimistas e acreditam que serão encontradas mais pessoas, mas querem, acima de tudo, ajudar quem viu a morte à sua frente.

Na zona do naufrágio prosseguem as buscas e estão envolvidos nesta operação 17 meios de resgate entre embarcações, aviões e helicópteros. À medida que as horas passam, diminuem as esperanças de encontrar outros sobreviventes, contudo, ainda há quem espere por uma espécie de milagre como forma de voltar a ver quem mais ama.

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As autoridades já admitiram que talvez nunca venham a saber, com exatidão, quantas pessoas viajavam naquele barco e admitiram, também, que muitos dos corpos, nunca serão resgatados. Para já, este naufrágio ficará para a história como o mais grave nas águas do Mediterrâneo, que, nos últimos anos, se tornou num cemitério dos que procuram uma nova vida na Europa. #Política Internacional