Do Brasil chegam pedidos de captura para seis destes portugueses referenciados na lista de procurados da Interpol. Tráfico de droga, exploração sexual, crimes económicos, homicídios e tentativa de homicídio estão entre os crimes dos 24 portugueses em fuga da autoridade nacional.

Segundo informações reveladas pelo Jornal de Notícias, são cinco os portugueses procurados por homicídio ou tentativa de homicídio, sendo que o #Crime com maior prevalência é o tráfico de drogas. As autoridades brasileiras são mesmo as que mais pedidos de detenção de cidadãos de nacionalidade portuguesa efetuaram à Interpol, nomeadamente no âmbito de crimes por tráficos de pessoas para fins de exploração sexual.

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Muitos destes procurados são conhecidos das autoridades internacionais. No entanto, o facto de se encontrarem em países onde a extradição não é possível tem dificultado a ação da Interpol. Entre eles está o advogado Duarte Lima. O ex-líder do PSD está, neste momento, a viver em Portugal, onde decorre o julgamento do caso BPN. Por esse motivo, não pode ser extraditado para o Brasil.

São 1678 os portugueses detidos em cadeias um pouco por todo o mundo, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Contudo, o número pode ser muito maior, uma vez que apenas são contabilizados os cidadãos portugueses que solicitam apoio ao estado português. Desta forma, a realidade pode ser muito diferente destes 1678 portugueses detidos em prisões de outros países. Segundo a notícia de manchete do Jornal de Notícias, na lista de procurados da Interpol figuram 22 homens e duas mulheres. Entre elas está Telma Garcia, detida no Brasil desde 21 de Julho de 2014.

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A médica de 27 anos fugiu depois de ter tentado matar o marido na Suíça.

Recorde-se que Duarte Lima foi formalmente acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro em 2009. Na altura, a notícia foi avançada no noticiário da SIC. De acordo com a acusação do Ministério Público brasileiro, o advogado é suspeito de ter matado a sua cliente a tiro. Segundo a acusação de homicídio a que o Jornal de Notícias teve acesso, "o denunciado matou a vítima porque ela não quis assinar declaração de que ele não possuía qualquer valor transferido por ela". Na semana passada, o ex-líder do PSD solicitou junto do juiz de instrução brasileiro para ser julgado por um tribunal de júri. Todavia, Duarte Lima quererá ser julgado no Brasil sem abandonar Portugal.