Um homem e uma mulher terão manipulado o sistema do aeroporto de Denver, localizado nos Estados Unidos da América (EUA), para criar situações em que fosse necessário apalpar a zona genital de passageiros. No entanto, apenas os passageiros que os agentes de segurança considerassem atraentes eram vítimas deste esquema. Terão sido cerca de 12 as ocasiões em que alegadamente os agentes conspiraram para que um deles tivesse a possibilidade de apalpar homens que achava atraentes. O homem e a mulher foram despedidos devido a este comportamento, no mínimo invulgar.

A situação terá sido reportada ao aeroporto em Novembro do ano passado.

Publicidade
Publicidade

Contudo, os agentes apenas terão sido observados no seu esquema por um supervisor alguns meses depois. De acordo com informação revelada pela filial de Denver da estação de televisão norte-americana CBS, o estratagema dos agentes implicava o scanner corporal usado nos aeroportos dos EUA, responsável por analisar o corpo dos passageiros e cujas imagens são mostradas num ecrã.

Quando um passageiro do sexo masculino era considerado atraente pelo agente, este entrava no scanner corporal, enquanto o agente fazia sinal à colega. Por sua vez, a cúmplice do segurança do aeroporto inseria no aparelho que a pessoa a ser analisada era uma mulher. A manipulação fazia então por levar a máquina a assinalar uma anomalia na zona genital, levando a que o agente de segurança tivesse de apalpar a zona genital da vítima.

Publicidade

No entanto, o agente não cumpria as regras americanas e, ao invés de o fazer com as costas da mão, fazia-o com a palma da mão, num esquema que terá ocorrido pelo menos 12 vezes. Quando o esquema foi revelado, os agentes acabaram por ser despedidos. Todavia, não foram publicamente identificados. Também a identidade das vítimas dos dois agentes de segurança tem sido preservada.

O despedimento deverá ser a única medida de punição do homem e da mulher responsáveis pelo estratagema, uma vez que o procurador de Denver optou por não levar os agentes de segurança a tribunal. Ou seja, não se afigura um cenário de condenação para estes dois norte-americanos que manipularam o scanner corporal com propósitos inéditos.