Um violento sismo que abalou o Nepal fez centenas de mortos em quatro países diferentes. Foi o mais grave em 80 anos e ainda se sentiu na Índia a 379 quilómetros do epicentro. Meia hora após o sismo, ocorreu uma réplica, mais fraca mas de grande intensidade e duração, que segundo testemunhas durou mais de 10 minutos provocando mais danos. Certos edifícios que resistiram ao primeiro sismo acabaram por cair. O número de mortos é ainda impossível de dizer ao certo, mas dada a escala e o nível de destruição preveem-se para já mais de 800 mortos.

Vários elementos históricos ficaram completamente destruídos, tais como a torre de Dharahara, um monumento que proporciona uma vista panorâmica sobre a cidade de Katmandu. Mais de 200 pessoas encontravam-se a subir a estrutura no momento do sismo, estando agora mais de 50 pessoas desaparecidas, provavelmente soterradas nos escombros. Segundo entrevista à BBC do ministro Nepalês, Minendra Rijal, os "danos perto da origem são enormes, precisamos de todo o apoio que puder ser disponibilizado pelas agências internacionais. Esperamos a colaboração de instituições que tenham melhores equipamentos e conhecimentos para nos ajudarem a confrontar esta situação de emergência."

Manish Shrestha reporta à CNN que a força do terramoto o atirou contra uma parede, fracturando a sua perna e que o ambiente no hospital onde se encontra é de um caos total. Relata que à sua volta vê várias pessoas mortas, médicos a fazer reanimações, outros a fazerem tratamentos a fracturas graves, mas o que se ouve é um burburinho de dores e choro. Explica também que muitas das pessoas com ferimentos leves, para não atrasarem o trabalho dos profissionais, se tratam a si próprias e saem dos hospitais.

C. Praisai, um civil, diz que muitas pessoas se encontram em pânico com medo que ocorram futuras réplicas e que os fortes abalos possam destruir os edifícios que resistiram. "Estão todos na rua com medo, ninguém está nas suas casas. Muitas pessoas estavam nos templos e estes desabaram. Toda a gente morreu, é muito grave". Voluntários locais encontram-se a escavar com as próprias mãos os escombros, através de pedaços de cimentos e tijolos, na tentativa de conseguir resgatar ainda pessoas vivas. #Catástrofes Naturais