Cynthia, de 19 anos, é a sobrevivente do massacre ocorrido na passada quinta-feira, dia 2, no Quénia, que tem estado "nas bocas do mundo". Encontrava-se no dormitório da Universidade de Garissa quando os terroristas entraram na mesma e ameaçaram matar todos aqueles que não fossem muçulmanos. Primeiro escondeu-se por baixo de uma cama, depois dentro de um armário com outras jovens que tentavam fugir dos homens que entraram, no início da manhã, nesta universidade com o intuito de provocar várias mortes. Cynthia, bastante assustada e profundamente marcada por estes acontecimentos, revela que pôs nas mãos de Deus o seu destino e que rezou para que a vontade de Deus fosse feita.

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As colegas que se encontravam no armário, tal como Cynthia, acabaram por obedecer às regras dos terroristas e saíram dos esconderijos, ao passo que esta jovem permaneceu no mesmo, tentando manter-se viva. Durante horas ouviu os homens armadas a pouparem apenas os muçulmanos. Desta forma, todos os jovens feitos reféns que confessaram ser cristãos foram deitados no chão e executados com um tiro na nuca. Cento e quarenta e oito pessoas morreram, dezenas ficaram feridas e muitas permanecem em estado crítico. Quatro atacantes acabaram por ser abatidos pela polícia, mas a jovem manteve-se escondida durante dois dias. Cynthia terá bebido várias porções de óleo corporal que se encontravam no armário como forma de matar a fome e a sede.

O ataque contra os cristãos foi reivindicado pelo grupo Al Shabab que tem ligações à Al-Qaeda.

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A polícia deteve, entretanto, cinco pessoas por suspeita de pertencerem ao grupo, e oferece milhares de euros de recompensa a quem ajudar a encontrar outros suspeitos, vivos ou mortos. Os ataques no Quénia, perto da fronteira com a Somália, são cada vez mais frequentes. E este sábado o grupo Al Shabab voltou a prometer novos banhos de sangue por todo o país. As autoridades prometem estar em alerta e tudo farão para combater esta batalha (quase) impossível contra o #Terrorismo e os grupos extremistas.