A decisão foi tomada no Cairo pelos 14 membros do Comité Executivo da CAF, que não aceitou as candidaturas de Quénia, Sudão e Zimbabué, alegando que as mesmas não satisfaziam os critérios para acolher a prova. Um dos votos foi do presidente do Comité Olímpico argelino Mustapha Berraf, que havia dito em março: "De acordo com minhas informações, é o Gabão que terá a oportunidade de organizar a próxima edição do CAN em 2017". O anúncio foi feito por Issa Hayatou, presidente da Confederação de #Futebol Africano.

Desta forma, o Gabão vai suceder na organização da Taça das Nações Africanas à Guiné-Equatorial, país com o qual organizou em conjunto a edição de 2012, antecedendo, assim, como país anfitrião a Camarões, Costa do Marfim e Guiné Conacri, que vão receber a prova em 2019, 2021 e 2023, respetivamente.

Publicidade
Publicidade

O Quénia (1996) e o Zimbabué (2000) tinham anteriormente sido escolhidos como sedes da CAN, mas acabaram por abdicar devido a problemas financeiros.

Cinco anos depois, o Campeonato Africano das Nações será decidido novamente no Gabão, em 2017. Após a co-organização de sucesso de 2012, com a Guiné Equatorial, e que desempenhou um papel fundamental na decisão, a Confederação de Futebol Africano (CAF) comunicou a decisão aos dirigentes do Gabão, que mostraram total confiança com a boa notícia. "Eu estava muito confiante", disse Daniel Cousin, ex-atacante de Le Mans, que se tornou o diretor geral da seleção do Gabão. "Tem tudo ser um grande Campeonato Africano", acrescentou ainda.

A seleção da República Gabonesa, orientada por Jorge Costa, tem agora uma oportunidade de ouro para brindar os seus adeptos com uma prestação memorável numa competição onde nunca foi além dos quartos-de-final.

Publicidade

A 31º edição foi originalmente programada para ser jogada na Líbia, antes de este país ser assolado pela guerra civil e de ter que se retirar. Mas, antes de receber o maior evento desportivo na África, a Federação do Gabão terá que resolver os múltiplos problemas que afligem o futebol interno,