Cem minutos de vida bastaram para que Teddy Houlston fosse um bebé heróico e conhecido um pouco por todo o mundo. Diagnosticado durante a gestação com uma doença rara e fatal, Teddy acabou por viver durante apenas 100 minutos, menos de duas horas, mas depois ajudou a salvar outras vidas. A história que está a emocionar o mundo só agora é conhecida, apesar de ter acontecido há um ano, depois de ter chegado ao Reino Unido e às páginas do seu Daily Mirror.

Teddy tornou-se a pessoa mais nova a doar órgãos naquele país. A sua mãe, Jess Evans, tomou conhecimento à 12.ª semana de gravidez de que estaria à espera de gémeos, mas que um dos bebés tinha graves problemas.

Publicidade
Publicidade

Segundo os médicos foi diagnosticado ao pequeno Teddy anencefalia, ou seja, uma condição rara que permitiria que o bebé nascesse mas sem cérebro, uma vez que o mesmo não se desenvolveu. Contudo, o outro bebé desenvolveu-se normalmente e não aparentava qualquer problema à nascença.

No dia do parto os pais, Jess Evans e Mike Houlston, decidiram que queriam passar o tempo que o filho estivesse vivo com ele, "mesmo que fosse por 10 minutos ou uma hora", acrescenta o pai em entrevista ao jornal britânico. Cem minutos depois, e influenciados por este tempo que passaram com a criança, os pais decidiram que queriam doar os órgãos de Teddy para que assim fosse possível salvar outras pessoas. E assim foi, os rins de Teddy permitiram salvar outro bebé que sofria de insuficiência renal e foram recolhidas ainda as válvulas cardíacas.

Publicidade

A anencefalia é uma doença que se desenvolve durante a formação embrionária e atinge cerca de 700 bebés no mundo. Os pais de Teddy querem com esta mensagem incentivar outros pais que estejam a passar pelo mesmo para doarem também os órgãos dos seus familiares, ajudando assim outros casos. Mike acredita que esta história permitiu também aos médicos perceber "que a doação de órgãos por pequenos bebés é possível e é algo que pessoas como nós querem que aconteça".

A finalizar, Mike afirma ainda que Teddy "viveu e morreu como um herói. É impossível explicar o quão estamos orgulhosos dele". #Casos Médicos