Só desde o início do ano foram registadas pelo menos dez tempestades de areia. Desde Londres ao Cairo, estes fenómenos impediram o normal funcionamento da infraestrutura em diversos países. Os cientistas não têm dados conclusivos para explicar estes massivos e assustadores fenómenos naturais, que assolam principalmente o Nordeste de África e a Península Arábica. A China emitiu um alerta azul por causa das tempestades de areia (o alerta meteorológico mais brando). O Centro Nacional de Meteorologia da China e aconselhou os moradores de diversas regiões da Mongólia Interior, afectadas pela tempestade, a ficarem em casa e incitou as autoridades locais a prepararem-se para operações de limpeza depois da tempestade.

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No Egipto houve alerta vermelho em Fevereiro. A tempestade de areia tapou o sol no Cairo e limitou a visibilidade. Tanto o Cairo como Alexandria foram afectados pela tempestade e os portos de Alexandria fechados. Um grande aeroporto perto do Cairo foi encerrado e os voos desviados. A fraca visibilidade também provocou o caos no trânsito do Cairo.

A Universidade de Nottingham Trent tem estudado o fenómeno. E o geógrafo Steven Godby tem uma teoria para o fenómeno: "O pó é gerado no Norte de África e distribuído por ventos e fluxos de ar que o levam a longas distâncias". E aprofundou: "O fenómeno que conhecemos é diminuto em comparação com o que se experiencia nas áreas mais próximas da formação do pó".

Eis uma breve cronologia das tempestades de areia registadas nos últimos 5 meses:

- Austrália, Queensland: Dezembro 2014.

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- Israel, Palestina, Líbano e Egipto: Fevereiro.

- Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos: 1 de Abril.

- Inglaterra, Londres: Abril.

- China, Golmud: início de Abril.

- Paquistão e Índia: 4 de Abril.

- Dubai: em Abril.

- Jordânia, Arábia Saudita, Iraque e Irão: na semana passada.

- Península Arábica: semana passada.

A NASA publicou uma investigação em que diz que "a criação de poeira na atmosfera pode ser o resultado de mudanças no meio #Ambiente, causadas pela actividade humana, incluindo agricultura e corte de florestas". Mas Ted Thornhill, do Mail Online, contesta a NASA: "Não tem havido uma tendência para o aquecimento global (por actividade humana) há 19 anos, talvez seja o arrefecimento global que está a causar estas tempestades, e a resposta adequada ao que as está a causar é...não temos a menor ideia".

O Dr. Emílio Cuevas-Agulló, director do Centro de Pesquisa Atmosférica, em Tenerife, reconheceu que a comunidade científica está cada vez mais ciente do problema, mas avisou que, embora tendo registos do fenómeno desde 1970, "não estamos a ver tendências positivas". #Natureza