Os manifestantes, trabalhadores em concessionárias da McDonalds, reivindicaram melhores salários, alegando que não é possível sobreviver com salários tão baixos, divulgou a Reuters. Os protestantes estão a reivindicar 15 dólares por hora. A manifestação, com várias centenas de participantes, começou num restaurante da McDonalds, na madrugada da passada quarta-feira.

Os manifestantes envergaram uma faixa onde se lia, "aumentem os salários, acordem a cidade". Foram ainda divulgados comícios, a serem desenvolvidos em 230 cidades norte-americanas. E só para Nova Iorque foi convocada uma marcha na hora de ponta na Times Square, numa das zonas de maior densidade nova iorquino. Os funcionários, em greve, aproveitaram o prazo limite para a apresentação do IRS em 15 de Abril para protestarem contra os baixos salários.

Estes manifestantes, que pertencem a lojas que são concessionadas pela McDonalds, aproveitam a entrada de clientes nos restaurantes para denunciarem os insuficientes 8,75 dólares que recebem. Por exemplo, Jumal Tarver, de 36 anos, comenta: "é difícil para mim sustentar as minhas filhas com 8,75 dólares por hora". Tarver só consegue sustentar a sua família com o apoio da Segurança Social.

Embora a McDonalds tenha prometido um salário de 9 dólares por hora, estes manifestantes disseram que essa não é posição de mais de 90% destas lojas concessionárias, que pagam apenas 8,75 dólares. Estas lojas são independentes da McDonalds, que têm as suas próprias politicas de salários. Por isso os manifestantes querem ver dobrado o seu salário por hora de 8,5 dólares para 15 dólares à hora.

Um relatório recente do National Employment Law Project, revelou que menos de metade da população americana, recebe menos de 15 dólares por hora, em sectores como restaurantes e cuidados domésticos. E há uma tendência para esta população, economicamente desfavorecida, vir a aumentar.

A McDonalds tem revelado continuar em decadência económica. Mas tem tentado, a todo o custo, manter o seu público "imutável", o público infantil e juvenil, através de campanhas publicitárias agressivas, dirigidas exclusivamente a essas faixas etárias. Mas os escândalos que perseguem a cadeia de comida rápida, que têm a vindo a público, têm demonstrado uma empresa insegura. Também a crescente atenção do público à qualidade da alimentação tem criado interrogações quanto à qualidade da alimentação da McDonalds, que mantém a sua recusa, em mostrar a composição dos ingredientes das suas refeições. #Culinária