São clandestinos que tentam sair de África e Sírios ou Líbios que tentam fugir à guerra. São estes os traços gerais daqueles que enfrentam, desafiando o que lhes surgir de frente, o mar do Mediterrâneo, o maior cemitério a céu aberto dos últimos anos. O desastre humanitário que aconteceu neste fim-de-semana, e que recebeu a atenção de todos os líderes europeus, trouxe à tona palavras como genocídio, vala comum ou até mesmo tragédia. Nesse sentido, e a fim de encontrar medidas para impedir que haja mais catástrofes como a última, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos estados-membros da União Europeia estão reunidos hoje, 20 de Abril, para debater a situação.

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A imigração ilegal tem sido o maior problema dos últimos anos na Europa, sendo que este ano seja esperado um milhão de clandestinos a tentar chegar ao continente europeu. Depois de conhecido o acidente que ocorreu a 60 kms da costa da Líbia, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi alertou para a necessidade de uma cimeira europeia urgente, caracterizando-a como uma prioridade, uma vez que o que está em jogo são vidas humanas.

François Hollande, presidente francês, juntou-se também ao representante italiano e fez saber que a Europa deve combater esta "situação dramática" da imigração. Mais adianta que devem ser reforçados os navios de salvamento e também os meios aéreos de resgate no Mediterrâneo. Também o Santo Papa apelou à tomada de medidas urgentes a fim de evitar este desfecho, assegurando que "são homens e mulheres como nós.

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Irmãos que procuram uma vida melhor. Têm fome, são perseguidos, estão feridos, são explorados e são vítimas de guerras. Todos procuram uma vida melhor".

Recorde-se que o acidente deste fim-de-semana pode ter vitimado cerca de 700 pessoas. De acordo com as informações obtidas de um dos sobreviventes, serão 900 os clandestinos que navegavam naquela embarcação, um número mais elevado que o apontado inicialmente. Até ao momento foram já resgatados 28 sobreviventes, sendo que 27 deles chegaram na madrugada de segunda-feira ao porto de La Valeta, em Malta. #Política Internacional