19 milhões de euros é o valor do investimento da Turquia para a sua primeira central nuclear. As previsões do governo apontam a finalização da obra para 2020, apesar das enormes contestações dos ambientalistas. Com localização em Akkuyu, mais concretamente na província de Mersin, Sul da Turquia, a central nuclear está nas mãos da agência nuclear russa Rosatom, também responsável pela primeira do género no Irão. A intenção é alargar as fontes de energia do país e deste modo reduzir a dependência energética face a nações como a Rússia e o Irão. Trata-se de um ambicioso programa nuclear, que promete revolucionar a economia turca. Em cima da mesa está um plano que pretende construir três centrais nucleares até 2030.

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A cerimónia do arranque das obras aconteceu esta semana e contou com a presença do ministro da Energia da Turquia, Taner Yildiz, e do director da agência russa de energia atómica Rosatom, Serguei Kirienko. A central nuclear será composta por quatro reactores, cada um com uma potência de 1.200 megawatts. Na opinião do governante turco, o desenvolvimento do seu país depende da energia nuclear. Acrescentando que se esta obra tivesse avançado há dez anos a economia turca teria poupado a quantia de 14 mil milhões de dólares, ou seja, aproximadamente 13 mil milhões de euros na aquisição de gás natural.

Além da central de Akkuyu, os governantes turcos ambicionam avançar com uma segunda central nuclear, neste caso na província de Sinop (Norte), localizada nas margens do Mar Negro.

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Avaliada em 15 milhões de euros, a mesma foi acordada no ano de 2013 por entidades turcas, francesas e japonesas.

Entretanto, são públicas as fortes constatações dos ecologistas relativamente a este projecto. Argumentam os efeitos nocivos que terá para a Natureza, mas sobretudo os perigos desta obra, por se localizar numa zona de altos índices de actividade sísmica. Em contrapartida, o ministro da Energia da Turquia já veio a público tranquilizar as populações, confirmando a segurança da central de Akkuyu. Segundo o próprio esta terá a capacidade de aguentar sismos de magnitude 9.