O rinoceronte é das espécies mais antigas do planeta e a sua existência perdura desde há cerca de 50 milhões de anos. Contudo, devido à caça furtiva, já poucos restam. A espécie de rinocerontes brancos já foi declarada extinta e restam apenas duas fêmeas e um macho que têm escolta particular de militares que lhe prestam segurança 24 horas diárias. A procura por marfim e chifres de rinoceronte alcançou novamente números anormalmente altos.

Foram encontrados em África novos cartéis organizados com o objectivo de recolher marfim para venda no mercado negro. As forças militares afirmam que se trata de um crime difícil de controlar, pois a procura por marfim é demasiado grande, apesar de punida com penas de prisão muito pesadas e de elevadas multas. As peças de marfim são vendidas a mais de 40.000 dólares o quilo. O valor não está apenas baseado no marfim como objecto de arte, mas principalmente porque se acredita no seu poder curativo. Geralmente os chifres acabam em mercados da Ásia, onde são vendidos por um valor mais alto do que o valor de compra inicial. Apesar dos riscos, o lucro é astronómico. Os danos são irreversíveis.

A chacina que se verifica é impulsionada por um antigo mito asiático que indica o chifre de rinoceronte como a cura para muitos males, incluindo o cancro. Um chifre de rinoceronte é formado por queratina e tomá-lo em pó no chá (como vulgarmente acontece) para fins medicinais é igual a roer as próprias unhas. Infelizmente, para os rinocerontes é fatal. São atordoados para que os seus chifres sejam cortados com o animal ainda vivo, porque se acredita que assim não se deterioram, mas os animais são mutilados com golpes tão profundos que, se não morrem no acto, acabam por padecer mais tarde com infecções graves.

Esta procura desmesurada pelos seus chifres praticamente erradicou a espécie dos rinocerontes brancos (mais raros e mais procurados) cujo número existente no planeta faz com esta seja considerada uma espécie em extinção. A espécie mais comum de rinocerontes também tem sido reduzida e pensa-se que não durará mais uma década. #Natureza