No Reino Unido, um bebé nasceu, teve cerca de 100 minutos de vida e morreu, mas a sua existência já ajudou a salvar a vida a uma pessoa. Um pouco contraditório, talvez, mas continue a leitura que vai facilmente entender o que se passou. Segundo o jornal The Daily Mirror, os pais do menino, Jess Evans, de 28 anos, e Mike Houlston, de 30 anos, souberam desde as doze semanas de gravidez que a criança só teria um ou dois dias de vida, uma vez que foi diagnosticada uma doença fatal ao bebé, chamado Teddy Houlston, quando este ainda se encontrava em período de formação.

Os médicos diagnosticaram uma anencefalia. A doença deriva de "uma má formação rara do tubo neural, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana, proveniente de defeito de fechamento do tubo neural nas primeiras semanas da formação embrionária".

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A palavra anencefalia caracteriza, portanto, uma má formação, que acaba por ser fetal, do cérebro. Esta é, aliás, uma doença que pode justificar a interrupção da gravidez de uma forma legal.

A tristeza dos pais foi imensa, mas mesmo assim levaram a gravidez até ao fim, com o propósito de doar os órgãos. Diga-se que, antes de avançarem com o processo de gravidez até ao final, o casal informou-se devidamente para saber se a criança poderia vir a ser dadora.

Passado três minutos do seu falecimento, o bebé "ajudou" a salvar a vida de um adulto. Tornou-se, por isso, no dador mais jovem do Reino Unido. Refira-se que o irmão gémeo de Teddy Houlston, Noah, tem uma vida saudável, junto dos pais.

Em memória de Teddy Houlston e num incentivo à doação de órgãos, o casal decidiu criar uma fundação apelidada de "2 Wish Upon a Star".

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A fundação conta já com 410 doações e já conseguiu angariar mais de 8 mil euros. Segundo pode-se ler no site da fundação, Teddy Houlston viveu um "pequeno período de tempo" mas, naquela altura, era o "filho perfeito" do casal. Mais, o menino é uma fonte de "inspiração" para o irmão gémeo Noah e um "herói" para a irmã, Billie Grace. #Casos Médicos