A ministra da defesa alemã, Ursula von der Leyen, afirmou ser vontade da Alemanha constituir um exército europeu. O projecto de um contingente militar europeu serviria para proteger o continente europeu de ameaças internacionais. Leyen referiu que as ameaças do Ébola e do ISIS legitimam à Europa constituir um exército comum que defenda o território, disse a ministro da defesa alemã na Holanda. E também a ministra da defesa holandesa legitimou a necessidade de um futuro exercito europeu: "actualmente a América está a ter o principal papel no palco; por isso, devemos ser fortes para manter o equilíbrio europeu", disse Jeanine Hennis-Plasschaert.

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Há cerca de 2 semanas, também o presidente da Comissão Europeia afirmou que a União Europeia deveria ter um exército comandado por Bruxelas, "para nos ajudar a construir uma politica de segurança comum, para assumir as responsabilidades da Europa no mundo", disse o luxemburguês Jean-Claude Junker. Para Junker, o exército europeu não serviria para competir com a NATO, mas pelo contrário, reforçar o seu poder militar "através de uma intensiva cooperação em equipamento militar que ainda poderia gerar poupanças substanciais".

O projecto de exército europeu tem sido discutido desde a II Guerra Mundial e foi sempre uma tentação hegemónica dos países centrais europeus. Mas as sequelas das duas guerras mundiais impediram sempre qualquer tentativa de centralização militar.

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E mesmo a NATO não tem um papel militar fácil no solo europeu. Por isso a senhora Von der Leyen, referiu que "é um projecto antigo de longo-prazo; talvez só os meus filhos o vejam concretizado".

Nos últimos anos, algumas sondagens tem revelado tendências favoráveis à criação de um exército europeu. Uma sondagem de 2013 demonstrou que 67% dos franceses eram favoráveis a um exército europeu. Mas o projecto militar europeu terá a oposição da Inglaterra, que se mostrou sempre hostil à militarização e centralização militar europeia. Por isso, um porta-voz do governo inglês comentou que "a defesa é uma responsabilidade nacional e não há perspectivas para um exército militar europeu". #Política Internacional