A exposição de caricaturas sobre o profeta Maomé, realizada em Dallas, nos Estados Unidos da América, foi motivo para dois homens invadirem o local e começarem a disparar, tendo, pelo menos, ferido um segurança. Os invasores acabaram por morrer, depois de serem atingidos pelos tiros da polícia norte-americana. O Estado Islâmico já assumiu, no Twitter, responsabilidade por mais um acto de #Terrorismo relacionado com caricaturas daquela referência do Islão.

No início deste ano, o ataque terrorista à redacção do jornal Chalie Hebdo, que entre diversas sátiras tornou o profeta Maomé como protagonista dos seus conteúdos, provocou a morte de doze cidadãos, além dos ferimentos em vinte indivíduos, e a indignação não só em Paris, onde aquela publicação está sediada, como por todo o mundo.

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Entre as reacções, tornou-se, como forma de solidariedade, célebre a frase "Je Suis Charlie", em português "Eu sou o Charlie". Entre as vítimas, estavam responsáveis pela edição do Charlie Hebdo, bem como dois agentes da polícia francesa. Pouco depois, os irmãos Saïd Kouachi e Chérif Kouachi, alegadamente responsáveis pelos atentados, acabaram por morrer, na sequência da intervenção das autoridades locais. Entretanto, recentemente foi anunciado que o Charlie Hebdo vai ser lançado na Ucrânia.

Pânico na Dinamarca

Dias mais tarde após o atentado na redacção do Charlie Hebdo, o Jyllands-Posten, com sede na Dinamarca, reforçou as medidas de segurança. Em 2005, esta publicação foi altamente criticada em diversas nações muçulmanas, na sequência da publicação de 12 caricaturas sobre Maomé. Também neste país nórdico, o cartoonista Lars Vilk sofreu ameaças depois de ter desenhado o profeta Maomé com um corpo de cachorro e, por isso, teve de receber protecção policial.

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Proibição no Facebook

Em 2012, Jabbeur Mejri começou a cumprir pena de prisão na Tunísia, devido à publicação de caricaturas de Maomé no Facebook, tendo sido libertado dois anos mais tarde, apesar de a pena decretada atingir os sete anos e meio. Na Turquia, as publicações naquela rede social também foram alvo de proibição, pelo mesmo motivo.