A polícia grega anunciou que prendeu o pai da menina de 4 anos, Ani Borisova, acusando-o de assassinato. A criança foi dada como desaparecida no dia 21 de abril, pela mãe de 25 anos. Durante o alegado desaparecimento, o pai e a mãe (ambos de nacionalidade búlgara), foram várias vezes levados à polícia para prestar esclarecimentos, contudo estavam sempre a mudar as suas histórias e a contradizer-se. Na casa de ambos encontraram sangue na canalização e nos utensílios de cozinha.

O homem confessou que no dia 8 ou 9 de abril esquartejou a filha e também a cozinhou, por dois dias, na cave da casa, e começou a espalhar as partes do corpo pela cidade de Atenas.

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Cozinhou com vários ingredientes para que no caso de lançarem cães de busca, não fosse possível localizá-la. O corpo da criança ainda não foi encontrado.

O pai terá ainda procedido à venda do berço, do carrinho de bebé e dos brinquedos da criança a uma vizinha, mostrando uma postura calma. Alguns dias depois, ele abandonou o apartamento e começou a morar em vários hotéis na área de Metaxorgeio, tendo igualmente ficado alguns dias na casa da sua própria mãe.

As autoridades apontam que o pai de Ani era consumidor de drogas pesadas e que confessou o #Crime, tendo no entanto afirmado, enquanto estava a ser interrogado, que tinha encontrado a criança já morta na cama, depois de acordar, entrando em pânico e desfazendo-se depois do corpo. Para sustentar a sua atuação, ele disse que não teve coragem de dizer à esposa que a criança estava morta e afirmou que tinha ciúmes da atenção que ela dava à filha de ambos.

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A mãe, na terça-feira, 5 de Maio, foi acusada de negligência e perjúrio. Nos interrogatórios iniciais ela diz que deixou a filha com outra mulher de nacionalidade búlgara, para fazer uma viagem à Alemanha, e que quando voltou notou que a sua filha tinha desaparecido. Ela própria falou de um possível rapto.

O Ministro da Proteção ao Cidadão, Yannis Panoussis, diz que o sistema prisional não é muito benevolente para este tipo de criminosos, dizendo mesmo que "há casos como este em que se descobre que o criminoso desaparece repentinamente". Declarou também que se "trata de um comportamento extremamente desumano".